Percepções de Estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental sobre Estudar de Forma Integrada entre Ciências da Natureza e Matemática
DOI :
https://doi.org/10.18764/2358-4319v19e24818Mots-clés :
ensino de ciências, interdisciplinaridade, sequência didáticaRésumé
Este artigo objetiva analisar as percepções de estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública mato-grossense, ao estudar de forma integrada entre Ciências da Natureza e Matemática. A pesquisa foi desenvolvida na Escola Estadual Norberto Schwantes, localizada na cidade de Canarana, no estado de Mato Grosso. A intervenção pedagógica fundamentou-se em pressupostos teóricos que orientam o uso da Sequência Didática como Metodologia Ativa, tendo como temática “Água”. Tal sequência teve duração de 7 etapas e totalizou 28 aulas de 50 minutos. Neste artigo, aborda-se a etapa 7 da referida Sequência Didática. O desenvolvimento da intervenção ocorreu por meio de várias fases, dentre as quais destacam-se: aplicação de atividades, aula expositiva dialogada com o auxílio das Tecnologias da Informação e Comunicação, palestras, leitura, interpretação e produção de texto. Além disso, a coleta de dados qualitativos foi realizada através do preenchimento de um formulário de pós-teste pelos 19 discentes que participaram do estudo. Com base nesses dados, procedeu-se a uma análise interpretativa baseada nas informações recolhidas. Dessa forma, os resultados indicam que a inclusão de problemas em uma Sequência Didática favorece um ambiente de ensino mais interativo e participativo, amplia o entendimento dos temas abordados e incentiva o desenvolvimento de habilidades fundamentais para a vida.
Téléchargements
Références
BLIKSTEIN, Paulo. O mito do mau aluno e porque o Brasil pode ser o líder mundial de uma revolução educacional. Stanford University, 2008. Disponível em: http://www.blikstein.com/paulo/documents/books/Blikstein-Brasil.
BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Estratégia de ensino aprendizagem. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 1982.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Institui as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 23 dez. 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 5 jul. 2021.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI _EF_110518_versaofinal_ site.pdf Acesso em: 5 jul. 2021.
CARDANO, Mario. Manual da pesquisa qualitativa: a contribuição da teoria da argumentação. Tradução de Elisabeth da Rosa Conill. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017.
COPETTI, Jaqueline. Intervenções Educativas em Saúde com professores e alunos do Ensino Fundamental por meio da Problematização. 2013. 99f. Tese (Doutorado em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde) – Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2013.
DELAUNOIS, Angele; FRISCHETEAU, Gerard. As crianças da Água. Traduzido por Alice Mesquita [org. Sonia Salerno Forjaz]. 2. ed. São Paulo: Editora Aquariana. 9788572171311. 2006.
DOLZ, Joaquim; NOVERRAZ, Michèle; SCHNEUWLY, Bernard. Sequências didáticas para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento. In: SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim (org). Gêneros orais e escritos na escola. Trad. e org. ROJO, R.; CORDEIRO, G. S. São Paulo: Mercado das Letras, 2004.
FREIRE, Paulo. Pedagogia dell’autonomia. Torino: EGA, 2014.
FREIRE, Paulo; FAUNDEZ, Antônio. Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.
GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas 2010.
JAPIASSU, Hilton. Fórum Interdisciplinar Educação e Interdisciplinaridade: um convite ao diálogo. O sonho Transdisciplinar. Centro Universitário Salesiano de São Paulo -UNISAL, 25 abr. 2013. 1 vídeo (1h13min56). Publicado pelo canal Márcia Karen Pestana. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ZGQdSyO77t0 Acesso em: 23 jul. 2022.
JONES, Natalie A.; ROSS, Helen; LYNAM, Timothy; PEREZ, Pascal; LEITCH, Anne. Mental models: an interdisciplinary synthesis of theory and methods. Ecology and Society, v. 16, n. 1, 2011. Disponível em: http://www.ecologyandsociety.org/vol16/iss1/art46/. Acesso em: 27 jun. 2022.
LEIS, Héctor Ricardo. Sobre o conceito de interdisciplinaridade. Cadernos de Pesquisa Interdisciplinar em Ciências Humanas, Florianópolis, n. 73, p. 2-23, 2005. Disponível em: http://www.cfh.ufsc.br/~dich/TextoCaderno73.pdf Acesso em: 26 jun. 2022.
LÜDKE, Menga; ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
MEYERS, Chet; JONES, Thomas. Promoting active learning. San Francisco: Jossey Bass, 1993.
MOURA, Patrícia de Souza; RAMOS, Maria do Socorro Ferreira; LAVOR, Otávio Paulino. Investigando o ensino de trigonometria através da interdisciplinaridade com um simulador da plataforma PhET. REAMEC-Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, Cuiabá-MT, v. 8, n. 3, p. 573-591, 2020. https://doi.org/10.26571/reamec.v8i3.10784.
MURILLO, Adolf; TEJADA, Jesus. Transforming Generalist Teachers’ Self-Perceptions Through Art Creativity: An Intervention-Based Study. International Journal of Education & the Arts, v. 23, n. 11, 2022. http://doi.org/10.26209/ijea23n11.
SILBERMAN, Mel. Active learning: 101 strategies do teach any subject. Massachusetts: Ed. Allyn and Bacon, 1996.
Téléchargements
Publié-e
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Tous droits réservés Revista Educação e Emancipação 2026

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale - Pas de Modification 4.0 International.
Declaração de Responsabilidade e Transferência de Direitos Autorais
Como condição para a submissão, os autores devem declarar a autoria do trabalho e concordar com o Termo de Transferência de Direitos Autorais, marcando a caixa de seleção após a leitura das cláusulas):
- Certifico que participei da elaboração deste trabalho;
- Não omitir qualquer ligação ou acordo de financiamento entre os autores e instituições ou empresas que possam ter interesses na publicação desse trabalho;
- Certifico que o texto é original isento de compilação, em parte ou na íntegra, de minha autoria ou de outro (os) autor (es);
- Certifico que o texto não foi enviado a outra revista (impressa ou eletrônica) e não o será enquanto estiver sendo analisado e com a possibilidade de sua publicação pela Revista Educação e Emancipação;
- Transfiro os direitos autorais do trabalho submetido à Revista Educação e Emancipação, comprometendo-me a não reproduzir o texto, total ou parcialmente, em qualquer meio de divulgação, impresso ou eletrônico, sem que a prévia autorização seja solicitada por escrito à Revista Educação e Emancipação e esta a conceda.

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.










