Para “Florestanear” e “Eco-relacionar” o ensino de Ciências: alfabetização científica em perspectiva intercultural e dialógica
DOI :
https://doi.org/10.18764/2358-4319v19e26627Mots-clés :
Alfabetização Científica, Educação Ambiental Dialógica, Interculturalidade CríticaRésumé
O objetivo deste artigo é apresentar as contribuições de duas perspectivas contra/decoloniais para oportunizar o desenvolvimento de uma Alfabetização Científica Intercultural e Dialógica, a partir das críticas e contribuições de Ailton Krenak e Fabiano Piúba; e de Paulo Freire e João Figueiredo, respectivamente. Para tanto, partimos de uma revisão sistemática da literatura especializada que identificou as diferenças entre as propostas de Alfabetização Científica e Letramento Científico. Os textos analisados neste estudo foram selecionados das plataformas: SciELO; BDTD e Portal de Periódicos da CAPES. Na primeira parte, selecionamos os trabalhos que problematizaram — desde o título — as palavras-chave “alfabetização científica” e “letramento científico”, publicados na área da Educação, com o fim de caracterizar cada uma dessas propostas. Na conclusão desta primeira parte, demonstramos como as propostas de Letramento Científico e Alfabetização Científica são passíveis de vinculação, respectivamente, aos ideais de “modernização” e “ecologização”, conforme proposto por Bruno Latour. Ademais, na segunda parte, analisamos as críticas de Krenak e Piúba à modernização desnaturada — preocupada apenas com a (de)formação cidadã — a partir do ideal de “Florestania”; e, em seguida, destacamos as contribuições de Freire e de Figueiredo, para propor uma Práxis Pedagógica Dialógica e Intercultural no Ensino de Ciências, a partir de uma perspectiva “eco-relacional”, tomando como paradigmas orientadores a Educação Popular, a Educação Ambiental e as Pedagogias freireanas. Em nossas considerações finais, destacamos os elementos teórico-metodológicos que podem viabilizar uma proposta de Alfabetização Científica em perspectiva Intercultural e Dialógica, para “Florestanear” e “eco-relacionar” o Ensino de Ciências no Brasil.
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