Ochoa e Anzaldúa: epistemologias feministas, educação popular e interculturalidade
DOI:
https://doi.org/10.18764/2358-4319v18e26453Palavras-chave:
educação popular, interculturalidade, despatriarcalizaçãoResumo
O trabalho apresenta resultados de uma pesquisa biográfica e bibliográfica sobre a vida e as obras das feministas latino-americanas Gloria Evangelina Anzaldúa (1942-2004) e Luz Maceira Ochoa (1974), com o objetivo de compreender suas epistemologias e experiências no âmbito dos movimentos feministas e da educação popular enquanto repertórios de despatriarcalização das ciências e da pedagogia na América Latina. Sob perspectiva teórico-epistemológica intercultural, percebem-se as experiências das ativistas na educação popular como ações políticas e pedagógicas propulsoras do enfrentamento à opressão do patriarcado e à colonialidade dos corpos de mulheres latino-americanas. As experiências cotidianas de Anzaldúa e Ochoa fizeram delas ativistas e escritoras fronteiriças comprometidas com a construção do pensamento e política feminista voltada à educação de mulheres das classes populares, por meio de ações pedagógicas que permitem, ao mesmo tempo, a reflexão acerca dos conflitos de gênero, a tomada de consciência e o engajamento nos movimentos feministas latino-americanos. Com base nos estudos realizados, considera-se que a atuação política e pedagógica de Anzaldúa e Ochoa no contexto latino-americano sinalizam a emergência de repensar os processos de ensino e aprendizagem nas escolas, com vistas à construção de uma educação plural comprometida com a justiça social.
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