El trabajo pedagógico en Educación Física en el sistema penitenciario: desafíos formativos y (im)pertinencias
DOI:
https://doi.org/10.18764/2358-4319v19e25061Palabras clave:
formación de docentes, educación penitenciaria, educación físicaResumen
El artículo retrata un estudio cuyo objetivo fue analizar los itinerarios formativos de dos profesoras graduadas en Educación Física, además de conocer cómo piensan sobre la finalidad de la Educación Física en las escuelas penitenciarias y organizan su trabajo pedagógico, así como las formas de enfrentamiento de las adversidades y contradicciones existentes en ese contexto profesional. La investigación se basó en presupuestos cualitativos, con un enfoque narrativo como diseño. Para recolectar los datos, se realizaron entrevistas semiestructuradas guiadas por un tema orientador. En cuanto al método, se utilizó la triangulación como perspectiva analítica. Se encontró que no hubo debates ni perspectivas sobre la práctica docente de Educación Física en el ambiente penitenciario, tanto en el curso de formación inicial (pregrado) como en otros momentos de desarrollo profesional. Además, se observó que las entrevistadas se encuentran en diferentes fases de su vida docente, lo que resulta en diferentes formas de comprender y realizar la enseñanza. También inferimos que los relatos describen la actividad profesional en el ambiente penitenciario con particularidades, restricciones de seguridad y una lógica de control disciplinario, situación que presenta un desafío significativo para la docencia. Si bien ambos reconocen las condiciones adversas en las que se desarrolla el trabajo pedagógico en la educación penitenciaria, los efectos de las historias de vida y las trayectorias educativas repercuten, de diferentes maneras, en las concepciones teórico-metodológicas y, a su vez, se reflejan en la eficacia de sus propuestas de enseñanza.
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