Experiência existencial no pensamento freiriano

Autores

  • Leoni Maria Padilha Henning Universidade Estadual de Londrina - UEL

DOI:

https://doi.org/10.18764/2358-4319.v12n1p33-53

Palavras-chave:

Experiência. Existência. Freire.

Resumo

Estudo bibliográfico que visa compreender a experiência existencial no pensamento freiriano, atentando para três questões principais: 1. Em que consiste a experiência existencial em Freire? 2. Por que ela é fundamental ao trabalho que pretende ser realmente educativo? 3. Por que a experiência existencial, como princípio educativo, e educação bancária não se correspondem? Esses questionamentos conduziram ao aprofundamento do conceito, em torno do qual gravitam outras noções básicas da Pedagogia da Humanização. Pautada na educabilidade dos homens e das mulheres e no seu inacabamento, a teoria freiriana é esperançosa, amorosa em relação ao mundo. Trata-se de uma contínua busca da conscientização e libertação humana em relação ao império de ações afogadoras de suas experiências reais, desrespeitando homens e mulheres como intérpretes insofismáveis de sua própria existência. O modo existencial de viver é próprio aos humanos, configurando-se na busca de ser com os outros, possibilitando a comunicação, a convivência e a experiência compartilhada realizada na mediação das ações em torno do mundo. Na imediata leitura de mundo é que reside a experiência existencial primária e fundamental dos humanos, em que se experimenta o existir inédito e se apreende subjetivamente a realidade. Para o autor, é impossível a educação que desconsidere a cotidianidade transcorrida nessa esfera existencial. Por fim, a situação, que se constitui num dos aspectos indispensáveis relacionados à experiência existencial, não se constituem aspecto caro aos agentes educativos bancários que apresentam sua proposta em pauta pronta, padronizada, montada sobre premissas fixas cujos questionamentos são tidos por improdutivos.

Palavras-chave: Experiência. Existência. Freire.

Existential experience in freirian thought

ABSTRACT

A bibliographical study in order to understand the existential experience in Freirean thinking, considering three main questions: 1. What is the existential experience in Freire? 2. Why is it fundamental to work that is meant to be truly educational? 3. Why do existential experience, as an educational principle, and banking education, do not correspond? These questions led to the deepening of the concept, around which basic notions of the Pedagogy of Humanization gravitate. Based on the educability of men and women and their incompleteness, the Freirian theory is hopeful, loving towards the world. It is a continuous search for human awareness and liberation in relation to the empire of drowning actions of their real experiences, disrespecting men and women as unmistakable interpreters of their own existence. The existential way of living is proper to humans, configuring itself in the search of being with others, enabling the communication, the coexistence and the shared experience realized in the mediation of the actions around the world. In the immediate reading of the world lies the primary and existential experience as humans, in which one experiences the unprecedented existence and subjectively grasps reality. For the author, it is impossible education that disregards the everyday life passed in this existential sphere. Finally, the situation, which constitutes one of the indispensable aspects related to existential experience, does not constitute an important aspect for the banking educational agents who present their proposal according to a ready agenda, standardized, based on fixed premises whose questions are considered as unproductive.

Keywords: Experience. Existence. Freire.

 

Experiencia existencial en el pensamiento freiriano

RESUMEN

Estudio bibliográfico que pretende comprender la experiencia existencial en el pensamiento freiriano, respondiendo a tres cuestiones principales: 1. ¿En qué consiste la experiencia existencial en Freire? 2. ¿Por qué es fundamental para el trabajo que pretende ser realmente educativo? 3. ¿Por qué la experiencia existencial, como principio educativo, y educación bancaria no se corresponden? Estos cuestionamientos condujeron a la profundización del concepto, en torno al cual gravitan otras nociones básicas de la Pedagogía de la Humanización. En la educación de los hombres y de las mujeres y en su inacabado, la teoria freiriana es esperanzada, amorosa en relación al mundo. Se trata de una continua búsqueda de la concientización y liberación humana em relación al imperio de acciones ahogadas de sus experiencias reales, desatendiendo a hombres y mujeres como intérpretes insofi ables de su propia existencia. El modo existencial de vivir es propio a los humanos, configurándose en la búsqueda de ser con los demás, posibilitando la comunicación, la convivencia y la experiencia compartida realizada en la mediación de las acciones en todo el mundo. En la inmediata lectura de mundo es que reside la experiencia existencial primaria y fundamental en cuanto humanos, en que se experimenta el existir inédito y se aprehende subjetivamente la realidad. Para el autor, es imposible la educación que desconsidere la cotidianidad transcurrida en esa esfera existencial. Por último, la situación, que se constituye en uno de los aspectos indispensables relacionados con la experiencia existencial, no se constituye en un aspecto caro a los agentes educativos bancários que presentan su propuesta en pauta acabada, estandarizada, montada sobre premisas fijas cuyos cuestionamientos son considerados por improductivos.

Palabras clave: Experiencia. Existencia. Freire.

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Biografia do Autor

Leoni Maria Padilha Henning, Universidade Estadual de Londrina - UEL

Doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho . Pós-Doutora em Filosofi a pela Universidade Federal do Ceará. Professora de Filosofi a e Educação - Departamento de Educação - Universidade Estadual de Londrina. Professora convidada pela Posgraduación en Educación (Maestría y Doutorado) da Universidad Nacional del Centro de la Província de Buenos Aires – UNICEN.

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Publicado

2019-01-29

Como Citar

HENNING, L. M. P. Experiência existencial no pensamento freiriano. Revista Educação e Emancipação, [S. l.], v. 12, n. 1, p. p.33–53, 2019. DOI: 10.18764/2358-4319.v12n1p33-53. Disponível em: http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/10741. Acesso em: 29 fev. 2024.

Edição

Seção

Artigos