A IMPORTÂNCIA DO PROTAGONISMO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA NO COTIDIANO ESCOLAR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18764/2178-2229v29n2.2022.32

Palavras-chave:

protagonismo, autonomia, escuta, aprendizagem, inclusão

Resumo

O presente artigo propõe dialogar com a importância que se tem em oportunizar o protagonismo da criança com deficiência em seu espaço escolar. Para tal, o trabalho mostra os percursos da infância, bem como da integração, inclusão e aprendizagem, fazendo assim, um recorte das conquistas para a inclusão das pessoas com deficiência realizadas ao longo do tempo. Destarte, focamos na escuta dessas crianças por acreditarmos que as mesmas podem contribuir para a prática dos professores. A coleta de dados foi realizada em uma escola da rede Estadual de Pernambuco e tivemos como participantes do estudo duas crianças com deficiência e suas respectivas professoras do 3º e 4° ano do ensino fundamental I. Os instrumentos metodológicos utilizados foram: (i) observações individuais das duas crianças com deficiência em sala de aula regular; (ii) entrevista semiestruturada com as professoras das crianças; e por fim, (iii) a entrevista com ambas as crianças. A análise demonstra que a escuta dessas crianças com deficiência acaba sendo um diferencial na prática docente, no que atribui autonomia no processo de ensino-aprendizagem.

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Biografia do Autor

Adriana Tereza de Alencar Araripe Wanderley, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Graduada em Pedagogia, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Fernanda Ramos de Souza, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Graduada em Pedagogia, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Tícia Ferro Cavalcante, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Professora Associada II do Departamento de Psicologia e Orientação Educacionais, Centro de Educação, UFPE.

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Publicado

2022-07-05

Como Citar

Wanderley, A. T. de A. A., Souza, F. R. de, & Cavalcante, T. F. (2022). A IMPORTÂNCIA DO PROTAGONISMO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA NO COTIDIANO ESCOLAR. Cadernos De Pesquisa, 29(2), 229–253. https://doi.org/10.18764/2178-2229v29n2.2022.32

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