O jogo social brasileiro em uma perspectiva teórica e decolonizadora do ser, do saber e do poder
DOI :
https://doi.org/10.18764/2358-4319v19e20815Mots-clés :
modernidade, lúdico, educaçãoRésumé
Este artigo tem como objetivo analisar, a partir de uma perspectiva decolonial, as relações entre o lúdico, a educação em ciências e os saberes indígenas, em um enfoque teórico-crítico. Problematiza-se o uso acrítico do conceito de “desenvolvimento” nas pesquisas da área, propondo sua revisão à luz de epistemologias decoloniais. Para tanto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica na plataforma Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações, a qual evidenciou a escassez de estudos no contexto brasileiro que abordem a decolonização do lúdico e seus aspectos sociais relacionados ao ser, ao saber e ao poder. Nesse sentido, argumenta-se que a modernidade sustenta uma concepção de educação marcada pela racionalidade competitiva e pela racialização. Por fim, defende-se que a adoção do conceito de “envolvimento” pode ressignificar a concepção de jogo, em substituição ao conceito de “desenvolvimento”.
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