A mulher deve ser bela, deve ter graças e encantos: educação de salão na São Luís republicana (1890-1920)

Autores/as

  • Camila Ferreira Santos Silva Universidade Federal do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.18764/

Palabras clave:

Educação de salão, Comportamento social, Distinção, Elite, Mulher

Resumen

A passagem do século XIX para o século XX engendrou em São Luís-MA um clima de esperança, firmado no discurso republicano de progresso. O cenário desta cidade que, até meados do século XIX, possuía características rurais e escravistas, ao mudar para o de uma cidade dita moderna, ocasionou diversas transformações não somente políticas, econômicas e estruturais, como também sociais. E para adaptar-se a esse novo cenário havia a necessidade de que a população, de modo geral, adquirisse hábitos e comportamentos compatíveis com o propósito civilizacional e modernizador da época. É nesse percurso que a presente pesquisa busca analisar a educação de salão recebida pela mulher, em especial a mulher das camadas média e alta da sociedade ludovicense. Tendo em vista que essas transformações, bem como os encargos relativos aos símbolos de “civilidade” e “modernidade”, incidiam principalmente nas mulheres, o que fazia necessário que conservassem as “eternas” qualidades femininas, tais como docilidade, recato entre outras, reforçadas através dos jornais, das revistas e dos manuais de civilidade e etiqueta. Neste sentido, tornava-se fundamental a mulher manter atributos como casamento, maternidade, beleza, estar na moda, pertinentes, sobretudo, a sua camada social – elite, e ainda possuir educação escolar e, especialmente “educação de salão”, de modo a estar preparada para bem desempenhar os papéis de esposa, mãe e dona de casa. O estudo revela que além desses papéis, a mulher deveria representar socialmente sua família por meio de práticas comportamentais que destacassem as “boas maneiras” como meio de obtenção de prestígio e distinção. Para tanto, norteiam este estudo as seguintes categorias: modernidade (Baudelaire, 1996; Hall, 1998), civilização (Elias, 1994, Starobinski, 2001), etiqueta (Elias, 2001), distinção (Bourdieu, 2007) e gênero (Bourdieu, 1999, Scott, 1996). E, utilizamos como fontes os jornais, a Revista Elegante, manuais de civilidade e etiqueta e obras literárias, presentes na Biblioteca Pública Benedito Leite e Arquivo Público do Estado do Maranhão.

Palavras-chave: Educação de salão. Comportamento social. Distinção. Elite. Mulher.

 

 

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Cómo citar

SILVA, Camila Ferreira Santos.
A mulher deve ser bela, deve ter graças e encantos: educação de salão na São Luís republicana (1890-1920)
. Revista Educação e Emancipação, p. 215, 23 jul. 2014 Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/2609. Acesso em: 10 feb. 2026.

Número

Sección

Resumos de Dissertações