Diálogos interculturais: ancestralidade, saberes socioambientais e trabalho tradicional em contextos de comunidades tradicionais amazônicas.
DOI:
https://doi.org/10.18764/2358-4319v18e26692Palavras-chave:
povos tradicionais, saberes socioambientais, diálogos interculturaisResumo
Neste artigo, analisa-se os nexos entre educação do campo em ambientes não escolares e saberes socioambientais, que tem suas raízes na ancestralidade e na interculturalidade crítica. Pressupõe-se que as práticas culturais desenvolvidas por trabalhadores tradicionais do campo se configuram como espaços educativos em que se desenvolvem uma diversidade de saberes produzidos por meio de outros fundamentos epistemológicos e de outras pedagogias, que informam e materializam modos de vida em diversos contextos territoriais dos povos rurais-ribeirinhos e quilombolas. Essas experiências são vivenciadas cotidianamente por sujeitos que protagonizam aproximações e diálogos interculturais, por meio dos quais constroem processos históricos de resistência e luta às opressões colonialistas e capitalistas. Este estudo está referenciado no projeto de pesquisa Interculturalidade: Saberes, Práticas Docentes e de Formação em Diferentes Contextos Educativos na Amazônia, aprovado em 2018 pelo Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia (Procad/Amazônia), particularmente no eixo temático Educação do Campo, Educação Popular e Interculturalidade. Dialoga ainda com outras pesquisas cujo escopo são os saberes de povos tradicionais, em especial os conhecimentos e as experiências compartilhadAs pelas populações do segmento social rural-ribeirinho e quilombola, os quais estão na origem de suas ancestralidades.
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