“Meu mestre é o subalterno”: lições político-pedagógicas do Movimento Xingu Vivo para Sempre/Pará

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18764/2358-4319v18e26315

Palavras-chave:

Movimento Xingu Vivo Para Sempre, Belo Monte, Pensamento Decolonial Latino-Americano

Resumo

Este artigo resulta de uma pesquisa de pós-doutorado realizada na Universidade do Estado do Pará de 2021 a 2023 e financiada por uma bolsa “Jovem Talento” do PROCAD-Amazônia. A pesquisa adotou uma abordagem etnográfica colaborativa e multisituada. Após as necessárias contextualizações metodológica e histórico-social, o artigo analisa o Movimento Xingu Vivo para Sempre a partir de um dispositivo interpretativo quadrimensional, ou seja, considerando-o como sujeito político-pedagógico, contexto educativo, laboratório de decolonização dos saberes e espaço gerador de teorias. Na conclusão, as reflexões desenvolvidas ao longo do artigo são retomadas sinteticamente.

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Biografia do Autor

Mariateresa Muraca, Universidade Federal do Pará

Doutora em Ciências da Educação e da Formação Contínua pela Università di Verona (UNIVR), Itália, em co-tutela com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora da Universidade Federal do Pará (UFPA). Coordenadora do Grupo de pesuisa Hodós – Educação crítica, processos político-pedagógicos e metodologias transformadoras.

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Publicado

2025-12-27

Como Citar

MURACA, Mariateresa.
“Meu mestre é o subalterno”: lições político-pedagógicas do Movimento Xingu Vivo para Sempre/Pará
. Revista Educação e Emancipação, v. 18, p. e–26315, 27 Dez 2025 Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/26315. Acesso em: 9 jan 2026.

Edição

Seção

Dossiê Temático