As Pedagogias Decoloniais em Catherine Walsh: um conceito outro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18764/2358-4319v18e26910

Palavras-chave:

Pedagogia Decolonial, Colonialidade, interculturalidade

Resumo

Trata-se de pesquisa de cunho filosófico-educacional, de natureza qualitativa, com metodologia bibliográfica, cujo objetivo é apresentar o conceito de “Pedagogias Decoloniais” embasados no pensamento crítico de Catherine Walsh, a partir do capítulo de sua autoria, intitulado “Lo pedagógico y lo decolonial: Entretejiendo caminhos”, presente no livro “Pedagogías Decoloniales: Práticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir”. Numa perspectiva epistemológica decolonial, a autora aponta caminhos outros para uma concepção pedagógica cujo objetivo não se prende aos aspectos instrumentalistas predominantes nas concepções formais do campo educacional, impregnados pelo colonialismo. Assim, a autora defende um modelo pedagógico praxista, pautado na dinâmica das e para as lutas sociais, políticas e culturais, como práticas insurgentes para resistir a hegemonia do pensamento moderno ocidental. Numa aproposta de pensar o decolonial pedagogicamente e o pedagogicamente decolonial, destaca, a partir de Freire, Fanon e Zapata, diferentes modos de pensar e agir para a libertação, para o conhecimento e para a humanização, evidenciando que as pedagogias decoloniais não configuram um novo campo de estudo no qual podemos nos aprofundar a partir de autores. Ao contrário, elas são construídas por meio das lutas, como uma necessidade epistêmica de ruptura e de transgressão para superação dos momentos políticos que entrelaçam o pedagógico e o decolonial. Nesse sentido, defende que a decolonialidade não pode ser entendida como teoria, mas como um projeto a ser assumido de forma prática, coletiva, individual, objetiva e subjetiva, movendo a engrenagem do caminhar pedagogicamente por meio de ações cotidianas insurgentes que permitam romper o falso paradigma da marginalização e da exclusão, distanciando-nos do multiculturalismo e aproximando-nos da interculturalidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Metrics

Carregando Métricas ...

Biografia do Autor

Flávio Rafael da Silva Brito, Universidade Nove de Julho (UNINOVE)

Doutorando em Educação pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Professor de Titular de Educação Básica nas prefeituras de Franco da Rocha (PMFR) e Francisco Morato (PMFM). Membro do Grupo de Pesquisa e Estudo em Filosofia da Educação (GRUPEFE).

Antônio Joaquim Severino, Universidade de São Paulo

Doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo São Paulo (PUCSP). Professor Livre Docente pela Universidade de São Paulo (USP). Professor do Programa de pós-Graduação em Educação da Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Coordenador do Grupo de Pesquisa e Estudo em Filosofia da Educação (GRUPEFE).

Referências

QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: QUIJANO, Anibal. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais, perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 117-142.

ROMÃO, José Eustáquio. Civilizações oprimidas: uma reinvenção de Paulo Freire no século XXI. Brasilia: Liber Livros; São Paulo:BT Acadêmica, 2024.

TAVARES, Manuel.; GOMES, Sandra Regina. Multiculturalismo, interculturalismo e decolonialidade: prolegômenos a uma pedagogia decolonial. Dialogia, São Paulo, n. 29, p. 47-68, mai./ago. 2018. Disponível em: <https://doi.org/10.5585/Dialogia.n29.8646>. Acesso em dez./2021.

WALSH, Catherine. Lo pedagógico y lo decolonial: Entretejiendo caminhos. In C. Walsh, Pedagogias Decoloniales: Prácticas insurgentes de resistir, (re)existir y (re)vivir. TOMO I. (pp. 23-68). Quito: Equador: Abya-Ayala, 2013.

Downloads

Publicado

2025-12-29

Como Citar

BRITO, Flávio Rafael da Silva; SEVERINO, Antônio Joaquim.
As Pedagogias Decoloniais em Catherine Walsh: um conceito outro
. Revista Educação e Emancipação, v. 18, p. e–26910, 29 Dez 2025 Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/26910. Acesso em: 9 jan 2026.

Edição

Seção

Dossiê Temático