Práticas de Leitura no Maranhão na Primeira República: entre apropriações e representações

Autores

  • Samuel Luis Velásquez Castellanos Universidade Federal do Maranhão - UFMA

Palavras-chave:

Memórias de Leitura. Professor (a) leitor (a). Professor (a) formador (a) de leitores (as). Maranhão – Primeira República.

Resumo

Objetiva-se compreender nesta investigação as tessituras relacionais entre as práticas leitoras dos docentes da rede de ensino de São Luís, os aspectos que contribuem para sua formação como leitor e os seus reflexos nas práticas pedagógicas (ZILBERMAN; LAJOLO, 1990; HALLEWELL, 2005; CASTRO, 2007). Estuda-se o campo sócio-histórico-educacional maranhense nas primeiras décadas do século XX, destacando as questões dos impressos e as suas diversas apropriações, analisando, descrevendo e avaliando o ensino e a aprendizagem da leitura e o comportamento leitor dos alunos, através das noções, concepções e relatos dos professores e professoras sobre a práxis educativa em que eles atuaram e interatuaram (ANDRADE, 1984; SALDANHA, 1992; NÓVOA, 1995; GOODSON, 1995; WOODS, 1995; MOTTA, 2003). Trata-se de desvelar as estratégias utilizadas, o desenvolvimento e as transformações nas diversas apropriações da produção cultural dos(as) professores(as) leitores(as) e a sua influência no processo educativo e na formação leitora de seus alunos no contexto escolar (CERTEAU, 1982, 1994; CHARTIER, 1994, 1996, 2003; ABREU, 2003). Destaca-se através das histórias de vida destes professores(as), utilizando suas memórias como instrumento de análises (THOMPSON, 1992; BOSI, 1997; BOBBIO, 1997; LE GOLF, 1987) as diversas modificações a que foram sujeitadas as formas de ler, as apropriações do sentido dos textos, a produção, a circulação e a distribuição dos impressos. Utiliza-se a história cultural (CHARTIER, 1988; BURKE, 2005; HUNT, 1992) como eixo analítico e de reflexão na abordagem qualitativa de investigação, sustentando a análise na história oral e nas histórias de vida, nas reminiscências, na intertextualidade e nas vozes dos docentes (BAKHTIN, 1988; BOUMARD, 1999) mediante as entrevistas não estruturadas em inicio e as semiestruturadas, formuladas em ciclos e do auxílio da observação participante, tratando de interpretar as interpretações expostas por estes produtores de cultura em estudo (LAPASSADE, 1993 apud FINO, 2006; ERICKSON, 1999, BARROS, 2004; MATTOS, 1995). Postula-se uma análise da memória individual e coletiva de homens e mulheres situados em um momento, um espaço e um campo de ação determinado que se perpetuam em identidades locais. Relacionam-se as histórias de vida e suas práticas leitoras em momentos políticos, econômicos, culturais e educacionais diferentes e tendo como categorias diferenciais a priori as questões de gênero, de etnia, de identidade, de extrato social e de localidade geográfica (HALL, 2000; BAUMAN; 1998, ELIAS, 1994; GIDDENS, 2002; SILVA, 2000). Analisam-se e interpretam-se as múltiplas determinações inseridas no processo de apropriação da leitura, expressadas através das concepções, noções e visões dos educadores neste campo de ação e nas suas atividades pedagógicas no contexto escolar, nos permitindo captar as produções culturais dos consumidores de cultura, ligadas aos tipos de relações, interações e atividades desempenhadas no tecido societal, compreendendo seus papéis como leitores, suas práticas educativas como formadores de novos leitores, conjugando-as com os espaços de produção e circulação das materialidades impressas, numainteração direta com o quadro político que, mesmo localizado no Maranhão, expressa um pensar e um sentir nacional.

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Publicado

2014-12-15

Como Citar

Castellanos, S. L. V. (2014). Práticas de Leitura no Maranhão na Primeira República: entre apropriações e representações. Revista Educação E Emancipação, 196. Recuperado de http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/3026

Edição

Seção

Resumos de Dissertações