A fricção como potência: encruzilhadas cartográficas e epistemologias mestiças

Autores

DOI:

https://doi.org/10.18764/2358-4319v19e26842

Palavras-chave:

encruzilhadas, decolonialidade, epistemologias mestiças

Resumo

Este ensaio propõe a promoção reflexiva acerca da constituição do ser, das identidades e da pedagogia a partir da metáfora da encruzilhada, articulando saberes da filosofia da imanência e da diferença, das epistemologias decoloniais e dos saberes afro-diaspóricos. Coloca-se em questionamento a linearidade identitária e ontológica do ser, destacando-o como processo contínuo de transfiguração. Invoca-se a figura de Exu não como entidade religiosa, mas como operador epistêmico e símbolo do inacabado, promulgando a mestiçagem de saberes como força política e ética-estética. Explora-se o corpo-rito, a rasura e a desobediência epistêmica como contraposições à rigidez cartesiana e à racionalidade colonial, propondo uma pedagogia que valorize o trânsito, a ginga e a abertura ao sensível. Para isso, intenta-se, a partir de Deleuze, Guattari, Foucault, Mignolo, Quijano e Rufino, evidenciar a possibilidade da mestiçagem epistêmica e ontológica. A encruzilhada é vista como instância imediatamente fundamental à desterritorialização e espaço fecundo de produção de sentido, resistência e reinvenção. Trata-se, portanto, de uma tentativa de provocação epistemológica e pedagógica que reivindica a pluralidade, a fricção e o inacabado como fundamentos de uma práxis insurgente.

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Biografia do Autor

João Marcos Vieira Moreira, Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM

Mestre em Educação e doutorando pelo programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), sendo bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Professor de Matemática do Colégio Gabarito de Uberaba/MG. Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação e Cultura (GEPEDUC) – UFTM/CNPq.

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Publicado

2026-10-07

Como Citar

MOREIRA, João Marcos Vieira. A fricção como potência: encruzilhadas cartográficas e epistemologias mestiças. Revista Educação e Emancipação, São Luís, v. 19, p. e-26842 , 2026. DOI: 10.18764/2358-4319v19e26842. Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/26842. Acesso em: 15 out. 2026.