La creación de un pueblo: mito, historia y el desafío de la diversidad: la construcción de una historia nacional a la sombra del silenciamiento cultural
DOI:
https://doi.org/10.18764/2675-8369v3n2e26362Palabras clave:
Estado, Nación, Mito fundacionalResumen
Este artículo explora el concepto de “mito fundacional” y su relación con la construcción de
la identidad nacional, destacando cómo los mitos, como narrativas simbólicas y culturales, configuran
y legitiman sistemas de poder y control. Al discutir el mito como una construcción que supera los límites
de la simple representación histórica, el texto analiza cómo sirve para consolidar la visión de una sociedad homogénea y monolítica, borrando las múltiples realidades y experiencias de los pueblos marginados, especialmente los afrobrasileños e indígenas. Basado en un análisis crítico del pensamiento de Marilena Chauí y otros teóricos, el artículo examina el peligro de la “historia única”, propuesta por Chimamanda Ngozi Adichie, que silencia otras narrativas en favor de una sola versión predominante de la historia. El mito fundacional, al mismo tiempo que origina y mantiene una identidad nacional, refleja la imposición de un poder que borra las diversas formas de existencia y establece una historia oficial que perpetúa la exclusión y la opresión. Metodológicamente, este estudio de carácter cualitativo y exploratorio se fundamenta en revisión bibliográfica y análisis crítico del discurso, articulando
hermenéutica filosófica y análisis documental de fuentes históricas para comprender los procesos de
formación de la identidad nacional brasileña y sus efectos sobre poblaciones marginadas. Se concluye
que la revisión crítica del pasado y la valorización activa de las memorias subalternas son fundamentales para el proyecto de una nación plural y democrática.
Descargas
Citas
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. Tradução Erika Barbosa. Oxford, Reino Unido: Conferência TED Global, 2009.
ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas: reflexões sobre a origem e a difusão do nacionalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
BARBIERI, Renato. Atlântico Negro – Na rota dos Orixás. Documentário, 1998, 15min54s. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7m0Ifj0YfAQ. Acessado em 15 jun. 2025.
CARNEIRO, Sueli Aparecida. A construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Tese (Doutorado em Educação), Universidade de São Paulo, 2005.
CHAUÍ, Marilena. Brasil: mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000.
D’ADESKY, Jacques. Racismos e antirracismos no Brasil. São Paulo: Paz e Terra, 2001.
FERNANDES, Marcos Aurélio. A metafísica do belo na Idade Média Gótica. Curitiba: Editora UFPR, 2022.
FLOR DO NASCIMENTO, Wanderson. Pensando a escola: entre a formação e a liberdade. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação – RESAFE, n. 6/7, p. 73-88, 2006.
FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 12. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
GILROY, Paul. The Black Atlantic: Modernity and Double Consciousness. Cambridge: Harvard University Press, 1993.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
HOBSBAWM, Eric. Nações e nacionalismo desde 1780: programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1990.
OCORÓ LOANGO, Anny. O Racismo e a hegemonia do privilégio epistêmico. Revista de Filosofia Aurora, [S. l.], v. 33, n. 59, 2021. Disponível em: https://periodicos.pucpr.br/aurora/article/view/27988. Acesso em: 15 jun. 2025.
MACHADO, Adilbênia Freire; OLIVEIRA, David Eduardo de. Filosofia africano-brasileira: Ancestralidade, encantamento e educação afrorreferenciada. Cuadernos de Filosofia Latinoamericana, v. 43, n. 126, 2022.
MATTOS, Hebe Maria; ABREU, Martha. Memória e história do pós-abolição: Experiências de liberdade no Sudeste escravista (1870-1920). Estudos Históricos, v. 19, n. 38, 2006.
MBEMBE, Achille. Necropolítica. São Paulo: n-1 Edições, 2018.
MILLS, Charles. The Racial Contract. Ithaca: Cornell University Press, 1997.
MOREIRA, Rodrigo Birck; PERETI, Emerson. A árvore do esquecimento e as tentativas de destruição da memória afrodiaspórica. Revista UNIABEU, v. 13, n. 33, 2020. Disponível em: https://revista.uniabeu.edu.br/index.php/RU/article/view/4836/pdf_1. Acessado em: 15 jun. 2025.
OBENGA, Théophile. La Philosophie africaine de la période pharaonique – 2780-330 avant notre ère. Paris: L’Harmattan, 1982.
OLIVEIRA, David Eduardo de. Filosofia da ancestralidade: corpo e mito na filosofia da educação brasileira. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação – RESAFE, n. 18, 2012.
POMIAN, Krzysztof. Coleção. In: GIL, Fernando (Org.). Memória-História. Porto: Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1998.
PÓVOAS, Ruy do Carmo. Itan dos mais-velhos: contos. Ilhéus: Editus, 2004.
QUILOMBO DOS PALMARES. Fundação Cultural Palmares. Disponível em: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/diaspora-africana-voce-sabe-o-que-e (acessado em 30/04/2024).
SANTOS, Boaventura de Sousa. Pelas mãos de Alice. São Paulo: Cortez Editora, 1995.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil: 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
SILVA JR., Adílio; BARBOSA, Daniela B. A árvore do esquecimento e as tentativas de destruição da memória afrodiaspórica. 2022.
SKIDMORE, Thomas. Preto no branco: raça e nacionalidade no pensamento brasileiro. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.
SOARES, Jorge; SOUZA, Laura de Mello e (orgs.). História da escravidão no Brasil. São Paulo: Contexto, 2017.
SOUZA, Daniela Barreto; SOUZA, Adílio Junior. Itan: entre o mito e a lenda. Revista Letras escreve. v. 8, n. 3. 2019.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Matheus Oliveira dos Santos Araújo

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores/as que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
1) Autores/as mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;
2) Os/As autores/as não serão remunerados pela publicação de trabalhos na revista;
3) Além disso, os conteúdos publicados são de inteira e exclusiva responsabilidade dos/as autores/as, ainda que reservado aos editores o direito de proceder a ajustes textuais e de adequação às normas da publicação;
4) Autores/as têm permissão e são estimulados a divulgar seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal), já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Direitos autorais 2020 Barricadas: Revista de Filosofia e Interdisciplinaridade.

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons 4.0 Internacional.