Barricadas: Revista de Filosofia e Interdisciplinaridade
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<p>Publicação do Curso de Licenciatura em Ciências Humanas/Sociologia – Centro de Ciências de Bacabal.</p> <p>A Barricadas: Revista de Filosofia e Interdisciplinaridade é um periódico que surge com o desafio de ser um espaço de debate filosófico e interdisciplinar entre a Filosofia e as Ciências Humanas, Ciências Sociais e Ciências Naturais.</p> <p>ISSN 2675-8369</p> <p>Periodicidade: Semestral</p> <p>A Revista adota o sistema de publicação contínua e as contribuições são recebidas em fluxo contínuo.</p>Universidade Federal do Maranhãopt-BRBarricadas: Revista de Filosofia e Interdisciplinaridade2675-8369<p>Autores/as que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>1) Autores/as mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <em>Licença Creative Commons Attribution</em> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista;</p> <p>2) Os/As autores/as não serão remunerados pela publicação de trabalhos na revista;</p> <p>3) Além disso, os conteúdos publicados são de inteira e exclusiva responsabilidade dos/as autores/as, ainda que reservado aos editores o direito de proceder a ajustes textuais e de adequação às normas da publicação;</p> <p>4) Autores/as têm permissão e são estimulados a divulgar seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal), já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).</p> <p>Direitos autorais 2020 Barricadas: Revista de Filosofia e Interdisciplinaridade.</p> <p><img src="http://i.creativecommons.org/l/by/4.0/80x15.png" alt="Creative Commons License" /></p> <p> <br />Este obra está licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Creative Commons 4.0 Internacional</a>. </p> <p> </p>Escutar os mortos com os olhos: a proposta historiográfico-filosófica de Victor Delbos
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<p>Este artigo revisita a proposta historiográfico-filosófica de Victor Delbos à luz do imperativo formulado por Roger Chartier de “escutar os mortos com os olhos”. Ao focalizar em textos fundamentais de 1917-18, o artigo apresenta as respostas de Delbos às questões centrais: o que se entende por filosofia? (1) o que é a história da filosofia? (2) qual é o seu método? (3). Parte-se da concepção de Delbos segundo a qual a filosofia nasce da “angústia da verdade”, como esforço de totalização do conhecimento e de resposta ao enigma do espírito humano. Para ele, a história da filosofia não é mera arqueologia, mas uma forma de ressurreição intelectual, capaz de articular as obras filosóficas como expressões parciais de uma interioridade ideal do espírito humano. Essa perspectiva culmina em sua proposta de um “animismo metafísico”, em que os sistemas filosóficos revelam não somente ideias, mas a vida interior de seus autores. O artigo mostra ainda como a concepção de história da filosofia de Delbos — centrada na reversibilidade entre filosofia e sua história.</p>Lucas Vinicius Corrêa Rodrigues
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2026-02-042026-02-0411510.18764/2675-8369v3n2e26973Chantal Mouffe e o modelo agonístico de democracia: um comentário crítico
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<p>Ao longo do presente artigo, busca-se inicialmente reconstruir em linhas gerais o “modelo agonístico de democracia”, teoria da democracia elaborada e assim nomeada pela filósofa Chantal Mouffe. A pensadora caracteriza tal concepção de democracia como radical e plural, atribuindo-lhe a finalidade e a capacidade de combater relações de dominação vigentes na atualidade. Em seguida, mapeia-se e enumeram-se elementos presentes no modelo agonístico que são considerados como obstáculos e até mesmo traços que vão em direção inversa aos objetivos que tal proposta declara perseguir. Nesse segundo momento, são privilegiados escritos da autora produzidos no século XXI, pois se entende que as obras desse período tornam mais explícitas as limitações do projeto intelectual de Mouffe e suas eventuais consequências indesejadas, ou seja, a possibilidade de que, ao invés de combater relações de dominação, ele acabe por favorecer sua perpetuação. </p>Vinícius Defillo Pintor
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2026-02-042026-02-04164810.18764/2675-8369v3n2e26728Artes da existência e cuidado de si: a problematização do uso dos prazeres em Michel Foucault
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<p>O presente artigo tem por objetivo apresentar uma análise sobre a ética do cuidado de si, objeto de reflexão presente na obra História da Sexualidade, mais especificamente (vol. II Uso dos Prazeres) de Michel Foucault, em suas investigações sobre a civilização greco- romana, no período do século VI ao IV a. C, no qual a atividade sexual foi constituída como campo moral, experiência ética efetivada, a partir de um conjunto de técnicas relativas ao bom uso dos prazeres e da virtude da temperança (Foucault, 1984). Em outras palavras, buscamos entender, como se constitui o sujeito virtuoso e<br />temperante, no uso de seus prazeres, discutindo sobre as práticas do indivíduo consigo mesmo, sua maneira de ter esses prazeres dentro de uma cultura baseada nos preceitos da epimeleia heautou, do cuidado de si. </p>Kleyde Jomara Lessa Vilasbôas
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2026-02-042026-02-04495910.18764/2675-8369v3n2e26309Filosofia da Psicologia: questões históricas
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<p>Neste estudo temos o objetivo de rastrear o itinerário histórico pelo qual atravessou a psicologia, em vistas a elucidação de seus fundamentos filosóficos, conditio sine qua non para uma visão panorâmica sobre essa que se tornou uma disciplina acadêmica. Ocorre que, a psicologia, desde tempos mais remotos, foi abarcada pela filosofia, não obstante, dado a instância positivista, se fez premente que ela se emancipasse da filosofia, a fim de agenciar um estatuto próprio e, a fortiori, passasse no projeto moderno de ciência. Neste senso, alguns teóricos se incumbiram dessa tarefa, tendo um resultado exitoso. De qualquer maneira, as axiomáticas bases filosóficas da psicologia são imprescindíveis para esse campo enquanto área de pesquisa, bem como para a psicologia aplicada. </p>Dilson Brito da Rocha
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2026-02-042026-02-04607310.18764/2675-8369v3n2e27794A criação de um povo: mito, história e o desafio da diversidade: a construção de uma história nacional à sombra do silenciamento cultural
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<p>Este artigo explora o conceito de "mito fundador" e sua relação com a construção da identidade nacional, destacando como os mitos, enquanto narrativas simbólicas e culturais, moldam e legitimam sistemas de poder e controle. Ao discutir o mito como uma construção que ultrapassa os limites da simples representação histórica, o texto aborda como ele serve para consolidar a visão de uma sociedade<br />homogênea e monolítica, apagando as múltiplas realidades e experiências dos povos marginalizados,<br />especialmente os afro-brasileiros e indígenas. A partir da análise crítica do pensamento de Marilena Chauí e outros teóricos, o artigo examina o perigo da "história única", proposta por Chimamanda Ngozi<br />Adichie, que silencia outras narrativas em favor de uma versão única e dominante da história. O mito<br />fundador, ao mesmo tempo que origina e mantém uma identidade nacional, reflete a imposição de um<br />poder que apaga as diversas formas de existir e viver, estabelecendo uma história oficial que perpetua a<br />exclusão e a opressão. Metodologicamente, este estudo de natureza qualitativa e exploratória baseia-se em revisão bibliográfica e análise crítica do discurso, articulando hermenêutica filosófica e análise documental de fontes históricas para compreender os processos de formação da identidade nacional brasileira e seus efeitos sobre populações marginalizadas. Conclui-se que a revisão crítica do passado e a valorização ativa das memórias subalternizadas são fundamentais para o projeto de uma nação plural e democrática. </p>Matheus Oliveira dos Santos Araújo
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2026-02-042026-02-04749510.18764/2675-8369v3n2e26362Aspectos estéticos e políticos da Educação Estética do Homem de Schiller
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<p>Este artigo busca identificar e discorrer sobre elementos que permitem apontar A Educação Estética do Homem, de Friedrich Schiller, para além de somente um ensaio sobre a Estética, mas também um manifesto político. Para esse objetivo, recorreu-se à revisão bibliográfica da própria obra citada acima: Schiller (2002), e outras como Barbosa (2004); Gadamer (1997); Gadamer (2002), bem como, a alguns artigos que tratam do tema em questão. À guisa de conclusão, a partir do pressuposto de que há a necessidade da contextualização histórica para a compreensão e interpretação de um texto, e do conceito de Fusão de Horizontes, de Gadamer, percebe-se que a obra enseja dar algumas respostas no sentido de resolver teoricamente os problemas políticos e sociais resultantes dos ideais iluministas e, por conseguinte, da Revolução Francesa. Desse modo, configurando-se, também, como um manifesto político do autor como resposta às suas insatisfações frente aos acontecimentos político-sociais do seu tempo. </p>Joao Caetano LinharesBartolomeu dos Santos Costa
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2026-02-042026-02-049611010.18764/2675-8369v3n2e26721Editorial
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Cléver Luiz FernandesFrancisco Vale LimaJorge Luiz Feitoza MachadoMárcio Javan Camelo de Lima
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2026-02-042026-02-04