ENTRE SONS E TERRITÓRIOS
Variação fonético-fonológica e suas implicações sociolinguísticas
DOI:
https://doi.org/10.18764/2525-3441v10n28.2025.08Resumo
Este estudo examina a variação fonético-fonológica sob a perspectiva da geossociolinguística, por meio de uma revisão bibliográfica de pesquisas já concluídas. O objetivo principal é compreender as interseções entre características fonéticas fonológicas e as identidades territoriais, com base em dados de estudos de caso previamente publicados. A análise abrange fenômenos como a palatalização de consoantes, variações vocálicas, rotacismo e apagamento de vogais átonas, considerando variáveis sociais como idade, gênero, escolaridade e mobilidade social. Os resultados da pesquisa evidenciam que fatores territoriais, como geografia e contexto histórico-cultural são determinantes para a configuração de padrões fonético-fonológicos. Estudos no sudeste brasileiro destacam a palatalização como um marcador sociolinguístico, associado a grupos urbanos jovens, enquanto no nordeste o rotacismo emerge como traço característico de comunidades rurais, refletindo identidades regionais específicas. Além disso, fenômenos como a assimilação e o apagamento de vogais demonstram como a informalidade e o ritmo da fala local impactam diretamente os padrões sonoros. A análise comparativa dos casos revisados reafirma a relevância da geografia linguística para a manutenção da diversidade linguística e para o fortalecimento de identidades regionais. Portanto, este estudo reforça o papel da geossociolinguística como um arcabouço teórico e metodológico capaz de articular fenômenos linguísticos, sociais e territoriais, destacando a importância de investigações futuras que incluam novos contextos e ampliem a compreensão da diversidade linguística no português brasileiro.
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