A EDUCAÇÃO ESTÉTICA DO HOMEM DE SCHILLER
um ensaio estético/político.
DOI:
https://doi.org/10.18764/2675-8369v3n2.2025.06Palavras-chave:
Educação Estética, Política, SchillerResumo
Este artigo busca identificar e discorrer sobre elementos que permitem apontar A Educação Estética do Homem, de Friedrich Schiller, para além de somente um ensaio sobre a Estética, mas também um manifesto político. Para esse objetivo, recorreu-se à revisão bibliográfica da própria obra citada acima: Schiller (2002), e outras como Barbosa (2004); Gadamer (1997); Gadamer (2002), bem como, a alguns artigos que tratam do tema em questão. À guisa de conclusão, a partir do pressuposto de que há a necessidade da contextualização histórica para a compreensão e interpretação de um texto, e do conceito de Fusão de Horizontes, de Gadamer, percebe-se que a obra enseja dar algumas respostas no sentido de resolver teoricamente os problemas políticos e sociais resultantes dos ideais iluministas e, por conseguinte, da Revolução Francesa. Desse modo, configurando-se, também, como um manifesto político do autor como resposta às suas insatisfações frente aos acontecimentos político-sociais do seu tempo.
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