A interação entre Filosofia e Literatura no Século XVIII: o caso de Jean-Jacques Rousseau
DOI :
https://doi.org/10.18764/2966-1196v1n1.2024.20%20Mots-clés :
Rousseau, Filosofia, Interdisciplinaridade, Literatura, RomanceRésumé
Este artigo investiga a interação entre Filosofia e Literatura durante o século XVIII, destacando o papel de Jean-Jacques Rousseau nesse contexto. No período iluminista, a relação entre pensamento filosófico e expressão literária apresentou nuances complexas, refletindo debates e transformações sociais e culturais significativas. Inicialmente, discute-se a ambiguidade da relação entre Filosofia e Literatura no Iluminismo, destacando a ausência de fronteiras precisas entre esses campos. Enquanto alguns filósofos se aventuravam em diferentes gêneros literários, como o romance, outros viam na literatura umapotencial ameaça à moralidade e à razão. Jean-Jacques Rousseau emerge como figura central nesse cenário, destacando-se por suas críticas contundentes à sociedade de sua época e à estrutura social propagada pelo Iluminismo. Embora tenha feito duras críticas ao romance, Rousseau paradoxalmente acabou por escrever um, desafiando suas próprias convicções e contribuindo para a revolução literária do período. Rousseau, por meio de suas obras e reflexões sobre a natureza humana, a sociedade e a educação, influenciou indiretamente o surgimento e a consolidação do romance como um gênero literário legítimo e expressivo. Seus escritos autobiográficos e sua obra epistolar, como Júlia ou A Nova Heloísa, revelam sua ênfase na sensibilidade e na natureza como fundamentos essenciais para uma vida moral e equilibrada. Por meio de uma revisão de literatura, este artigo traça um breve percurso desde as críticas de Rousseau aos seus contemporâneos até a escrita de seu romance epistolar, destacando sua contribuição para a interação entre Filosofia e Literatura no século XVIII e seu impacto duradouro no pensamento e na cultura ocidental.
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