L'illusion du réalisme: erreurs fondamentales dans l'œuvre de Machiavel
DOI:
https://doi.org/10.18764/2966-1196v2n2e28366Palavras-chave:
Machiavélisme, Philosophie politique, Moralité et pouvoir, Maquiavelismo, Filosofia política, Moralidade e poderResumo
Cet article se propose d’analyser de manière critique et approfondie les erreurs fondamentales de la philosophie politique de Machiavel, en prenant pour point d’appui l’ouvrage Maquiavel ou la confusion démoniaque, de Carvalho (2011). Selon l’auteur, le machiavélisme ne saurait être compris comme une science politique réaliste et pragmatique, mais doit plutôt être envisagé comme une construction contradictoire, parfois même parodique, où des éléments d’ordre moral et religieux sont déformés et réarticulés dans une logique instrumentale du pouvoir. En introduisant une conception de la « vertu » détachée de toute référence morale et en postulant un exercice du pouvoir hostile à toute transcendance, Machiavel opère un renversement radical des fondements de la politique classique et chrétienne. Ainsi, sa pensée inaugure une rupture avec la tradition philosophique héritée d’Aristote et de saint Thomas d’Aquin, dans laquelle la politique se concevait comme une continuation de l’éthique et comme une recherche du bien commun. Les effets historiques et doctrinaux de cette entreprise se révèlent marqués par une nature destructrice et corrosive, incompatible avec la rationalité philosophique, la dignité humaine et toute orientation teleologique de l’action politique.
A Ilusão do Realismo: Erros Fundamentais na Obra de Maquiavel
Este artigo visa analisar de forma crítica e aprofundada os erros fundamentais da filosofia política de Maquiavel, tomando como ponto de partida a obra de Carvalho, Maquiavel ou la confusion demoniaque (2011). Segundo o autor, o maquiavelismo não pode ser compreendido como uma ciência política realista e pragmática, mas sim como uma construção contraditória, por vezes até paródica, na qual elementos de natureza moral e religiosa são distorcidos e rearticulados dentro de uma lógica instrumental de poder. Ao introduzir uma concepção de “virtude” desvinculada de qualquer referência moral e ao postular um exercício de poder hostil a toda transcendência, Maquiavel efetuou uma inversão radical dos fundamentos da política clássica e cristã. Assim, seu pensamento inaugurou uma ruptura com a tradição filosófica herdada de Aristóteles e São Tomás de Aquino, na qual a política era concebida como uma continuação da ética e como uma busca do bem comum. Os efeitos históricos e doutrinários dessa empreitada mostraram-se de natureza destrutiva e corrosiva, incompatíveis com a racionalidade filosófica, a dignidade humana e qualquer orientação teleológica da ação política.
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Referências
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