O papel da abstração na solução tomista ao "problema dos universais"

uma análise à luz da interpretação de Álvaro Calderón

Autores

  • Marcos Roberto Nunes Costa Universidade Federal de Pernambuco
  • Matheus Yann Muniz da Assunção Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Tomás de Aquino, Álvaro Calderón, Universais, Abstração

Resumo

Nos debates em torno do “problema dos universais”, este pode ser considerado de dois modos: metafísico e lógico. Frente a disputa de séculos, a solução aristotélica é a mais comumente defendida na Escolástica, sendo expressa por Tomás de Aquino, notadamente na obra O Ente e a Essência, para quem o universal está in re como forma ou substância das coisas e post rem como conceito no intelecto. Contudo, ambos os universais possuem fundamento ante rem, isto é, na mente de Deus como ideia ou modelo das coisas criadas, e perfazem apenas um, porque identificam-se com a essência ou natureza da coisa, que existe ab aeterno no Intelecto divino e que o intelecto humano abstrai da coisa. As operações lógicas feitas pelo intelecto humano para o seu ato mesmo, ato de conhecer o essencial inteligível, vai sempre buscar seu fim, razão pela qual se exige da abstração uma metafísica da participação, caso contrário não conheceríamos a natureza da coisa que é una e tão pouco seria possível passar de uma reflexão lógica a outra. Por isso, contra o que dizem muitos “tomistas”, para compreender qual o papel da abstração na doutrina do conhecimento dos universais no Aquinate, seguiremos aqui a explicação de Álvaro Calderón em seu livro El Orden Sobrenatural: una inmersión en el tomismo profundo (2020), porque ao afirmar que na abstração já se dá o retorno ao fantasma, quer dizer, a verdade enquanto a adequação entre o intelecto e a coisa, acreditamos que nele há um retorno ao tomismo vital e real.

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Referências

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Publicado

2026-06-09

Como Citar

NUNES COSTA, Marcos Roberto; MUNIZ DA ASSUNÇÃO, Matheus Yann. O papel da abstração na solução tomista ao "problema dos universais": uma análise à luz da interpretação de Álvaro Calderón. Revista Humanidades & Educação, Imperatriz, p. e-0826761, 2026. Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/humanidadeseeducacao/article/view/25761. Acesso em: 13 jun. 2026.

Edição

Seção

Artigos