Colonização, Neoextrativismo e Resistência
guerras territoriais e racismo socioambiental no Maranhão
DOI:
https://doi.org/10.18764/2178-2865v30nEpe30168Parole chiave:
neoextrativismo, racismo ambiental, planejamento urbano, territórios quilombolas, MaranhãoAbstract
O artigo analisa as dinâmicas de expropriação territorial e racismo ambiental no Maranhão, investigando como a lógica neoextrativista e a omissão estatal convergem para desestruturar modos de vida tradicionais, quilombolas e sociabilidades urbanas consolidadas. Metodologicamente, articula revisão bibliográfica crítica, análise documental e estudos de caso. O texto se organiza em três eixos: o primeiro discute o conceito de "máquina de guerra do capital" e sua expressão nos conflitos do Baixo Parnaíba e na mineração de Aurizona; o segundo examina como o novo zoneamento de uso e ocupação do solo em São Luís instrumentaliza o planejamento urbano em favor do capital imobiliário, em detrimento de moradores e usuários da cidade tradicional; o terceiro denuncia a negação do direito à consulta prévia às comunidades quilombolas afetadas pela duplicação da BR-135, evidenciando o racismo institucional que atravessa o sistema de Justiça brasileiro
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