A utilização do fantástico como ferramenta de reflexão social em Lygia Fagundes Telles
DOI:
https://doi.org/10.18764/2966-1196v2n2e28362Palavras-chave:
Fantástico, Crítica social, Mistério, Lygia Fagundes Telles, O Jardim SelvagemResumo
Lygia Fagundes Telles, um dos grandes nomes da Literatura brasileira, deixou um legado surpreendente. Suas narrativas, embora realistas, incorporam o fantástico, provocando no leitor e personagens uma sensação de inquietação. Tendo isso em vista, o presente trabalho investiga como a autora utiliza o fantástico para criar mistério e criticar questões sociais. Com base nas teorias de Todorov (2008), David Roas (2009), e Bueno (2016), entre outros, o artigo analisa o conto O Jardim Selvagem (1969), explorando como a autora articula críticas por meio do insólito. A partir da personagem Daniela, enigmática e de comportamento peculiar, com sua mão enluvada, Telles aborda as rígidas expectativas sociais, evidenciando como status, dinheiro e reputação moldam as atitudes dos personagens. Esses elementos guiam suas ações, enquanto questões profundas e sombrias surgem com o mistério. Assim, o insólito intensifica a narrativa e torna-se uma poderosa ferramenta de reflexão crítica.
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