Compaixão e vontade geral em Rousseau
DOI:
https://doi.org/10.18764/2966-1196v2n2e28359Palavras-chave:
Rousseau, Compaixão, Razão, Vontade geralResumo
Rousseau, como é do conhecimento de seus leitores costumazes, sendo adepto da hipótese de que, na evolução humana, podemos distinguir dois momentos bem demarcados, um relativo às condições naturais do homem como espécie – completamente determinado pelo meio ambiente em que vivia e os impulsos que a natureza pôs nele como orientação para sua sobrevivência –, e o outro momento em que se vê sob condições de existência autodeterminadas, uma vez que suas ações passam a ser regradas por interesses que vão além da mera conservação da vida e da reprodução. A divisão do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, pode ser considerada a obra que mais nitidamente trabalho que esses elementos, digamos, díspares, na consideração da natureza humana, com uma longa digressão sobre como nós seríamos e viveríamos tanto nos momentos anteriores a formação de associações estáveis de pessoas e nos momentos em que tal estabilidade colaborativa parece totalmente assumida, apesar das dificuldades intrínsecas a convivência entre seres da mesma espécie, porém com interesses tão diferentes entre si. Interligando esse tipo de compreensão da estratégia de leitura e interpretação da história humana realizada pelo cidadão de Genebra, nos parece interessante faz algumas considerações acerca do aspecto, por assim dizer, natural da vida comum humana – ainda que Rousseau pense essa possibilidade tomando como ponto de partida um acordo deliberado – e a unidade racional das vontades representada no conceito de Vontade Geral, em Do contrato social. Cremos que a impossibilidade de explicar a evolução da vida humana, do isolamento à vida comunitária, por uma perspectiva que não fosse cara a um iluminista do século XVIII, conduziu Rousseau ao reconhecimento no sentimento de compaixão, inata ao homem, uma espécie de base natural à unidade racional que nós só podemos alcançar por um acordo de colaboração mútua, acordo livre e voluntário.
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Referências
ROUSSEAU, J-J. Contrato social. São Paulo: Abril Cultura, 1983.
ROUSSEAU, J-J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo: Abril Cultura, 1983.
ROUSSEAU, J-J. Emílio ou da educação. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
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