A CENTRALIDADE DA FAMÍLIA NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: contribuições para o debate

Autores

  • Regina Célia Tamaso Mioto Universidade Federal de Santa Catarina

Palavras-chave:

Família. Política de Assistência Social. Proteção social. Contraditatoriedade

Resumo

Neste artigo discute-se a centralidade da família na política de Assistência Social, o que significa a superação da focalização da atenção em segmentos ou situações de risco. Considera-se a família, independente dos modelos que assume, como um espaço privilegiado na historia da humanidade onde aprendemos a ser e a conviver, também que as transformações da família estão intrinsecamente e dialeticamente condicionadas as transformações societárias contemporâneas. Assim, o artigo está organizado em dois momentos: o primeiro trata da análise que a ideia de centralidade da família pode seguir no âmbito da política da Assistência Social, ancorada no reconhecimento da importância da família no contexto da vida social. A discussão da família no âmbito das políticas sociais tem se encaminhado a partir de duas perspectivas distintas: uma que defende a centralidade da família, apostando na sua capacidade imanente de cuidado e proteção, portanto, vê a família como o centro de cuidado e da proteção por excelência; e a outra entende que, a capacidade de cuidado e proteção da família estão diretamente relacionadas ao cuidado e à proteção que lhes são garantidos através das políticas sociais, especialmente das políticas públicas. No segundo momento coloca-se em evidencia alguns desafios que a operacionalização de uma política com centralidade na família impõe a seus formuladores e operadores.

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Publicado

2015-07-25

Como Citar

MIOTO, Regina Célia Tamaso.
A CENTRALIDADE DA FAMÍLIA NA POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL: contribuições para o debate
. Revista de Políticas Públicas, v. 8, n. 1, p. 133–142, 25 Jul 2015Tradução . . Disponível em: . Acesso em: 14 abr 2024.

Edição

Seção

Artigos - Dossiê Temático