Informação, Desinformação e Golpe

Ação e Resistência dos Profissionais da Informação no Maranhão

Autores/as

  • Maria Mary Ferreira
  • Ed Wilson Ferreira Araújo
  • Dirlene Silva Barros

DOI:

https://doi.org/10.18764/2178-2865v30nEPe30318

Palabras clave:

Ditadura Militar, Golpe, Resistência, Informação, Brasil

Resumen

As ditaduras instauradas na América Latina, no século XX, refletem a ação dos Estados Unidos para dominar a economia mundial e manter sua hegemonia frente ao modelo capitalista. A ação ditatorial na América Latina teve na Operação Condor e no sistema de comunicação instrumentos estratégicos para a manutenção dos golpes no Brasil (1964), Argentina (1966/1976), Bolívia (1964), posteriormente no Chile (1973) e Uruguai (1973). Eles constituíram estratégias de geopolítica que se metamorfosearam para chegar em tempos atuais como novos mecanismos de domínio e poder. Recentemente, a invasão da Venezuela e a ampliação do embargo econômico a Cuba justificam essa assertiva. Este artigo, construído a partir de pesquisa documental e bibliográfica reflete sobre repressão militar no Brasil, atingindo o Norte e o Nordeste, em especial o Maranhão, onde atos repressivos e ações militares são vistos através da ação da Igreja Católica e dos setores conservadores que levaram a prisões, interdições e retrocessos com profundo revés na democracia no Brasil. A ações de resistência também são notadas através da imprensa alternativa, da arte e da cultura.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

AQUINO, Maria Aparecida de. Brasil: golpe de estado de 1964. que estado, país, sociedade são esses? Proj. História, São Paulo, v.29, n. 1, p. 87-105, dez. 2004. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/revph/article/view/9947/7387. Acesso em 23 abr. 2026.

ABRAMO, Perseu. Padrões de manipulação na grande imprensa. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2016.

ARAUJO NETO, Wilson. O Jornal Pequeno e a ditadura Empresarial-Militar no Maranhão: a perspectiva política do Jornal Pequeno após o ato do dia 6 de abril. Monografia. Curso de História (Universidade Estadual do Maranhão). 67 fl. São Luís, 2016.

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 4.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2011.

BELUZZO. Luiz Gonzaga de Melo. O declínio de Bretton Woods e a emergência dos mercados “globalizados”. Economia e Sociedade, Campinas, SP, v. 4, n. 1, p. 11–20, 2016. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/ecos/article/view/8643205. Acesso em: 28 ago. 2025.

BOFF, Leonardo. Quarenta anos da Teologia da Libertação. leonardoboff.com, 2011. Disponível em: https://leonardoboff.wordpress.com/2011/08/09/quatenta-anos-da-teologia-da-libertacao/. Acesso em: 15 de dez. de 2016.

BRASIL, Kátia; FARIAS, Elaíze. Comissão da Verdade: Ao menos 8,3 mil índios foram mortos na ditadura militar. Amazônia Real. 11 dez. 2014. Disponível em: http://amazoniareal.com.br/comissao-da-verdade-ao-menos-83-mil-indios-foram-mortos-na-ditadura-militar/ Acesso: 20 de fev. 2026.

BRASIL, Decreto 53.700 de 13 março de 1964. Disponível em: http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=114765. Acesso: 20 de fev. 2019.

BUZAR, Benedito. O Vitorinismo: lutas políticas no Maranhão, 1945-1965.São Luís: Lithograf, 1998.

CABRAL, Wagner. Sob o signo da morte: o poder oligárquico signo de Vitorino a Sarney. São Luís: EDUFMA, 2006.

CANOFRE, Fernanda. 5 relatos de presas políticas para não duvidar que houve tortura na ditadura militar do Brasil. Global Voices. https://pt.globalvoices.org/2016/04/26/5-relatos-de-presas-politicas-para-nao-duvidar-que-houve-tortura-na-ditadura-militar-do-brasil/. Acesso em: 23 abr. 2026.

CARVALHO, Samantha. As agências de notícias e o fluxo internacional de informação. Passagens: Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará. v. 11, n. 1, jan./jun. 2020.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede: a era da informação, economia sociedade e cultura. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CASTRO, Josué de. Fome: um tema proibido, últimos escritos de Josué de Castro. Org. Ana Maria de Castro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2023.

CUNHA, Paulo Roberto Ferreira. American-way-of-life: representação e consumo de um estilo de vida modelar no cinema norte-americano dos anos 1950. Disponível em: https://www.ufrgs.br/bimc/omeka/items/show/5993. Acesso em: 28 ago. 2025.

DREIFUSS, René. A conquista do Estado: ação política, poder e golpe de classe. Petrópolis: Vozes, 1981.

FERREIRA, Maria Mary. O livro como objeto de censura e resistência. In: ____ Livro, leitura e biblioteca em tempos sombrios. São Luís: EDUFMA, 2017, p. 127-162.

JUSCELINO Kubitschek foi assassinado, aponta Comissão da Verdade Redação Agência Brasil. Brasília (DF), 11 dez. 2013. Disponível em: https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/juscelino-kubitschek-foi-assassinado-aponta-comissao-da-verdade/?gad_source=1&gad_campaignid= Acesso em: 20 mar 2025.

KLÖCKNER, Luciano. O Repórter Esso: a síntese radiofônica mundial que fez história. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011.

LE GOFF, Jacques. História e memória. 7. ed. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2013. 499p.

LOWY, Michael. Método dialético e teoria política. 2. Ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1978.

MATIAS, Moisés. Os outros segredos do Maranhão. São Luís: Estação Gráfica, 2002.

MOREL, Edmar. O Golpe começou em Washington. 2. ed. com. Jundiaí: Paco Editorial, 2014.

MOTTA, Rodrigo Patto Sá. O diabo nas bibliotecas comunistas: repressão e censura no Brasil dos anos 1930. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean Yves. (orgs.). Política, nação e edição: o lugar dos impressos na construção da vida política. São Paulo: Anna Blume, 2006. p. 135 – 153.

OLIVEIRA, Paulo Salles de. Caminhos de construção da pesquisa em ciências humanas. In: OLIVEIRA, Paulo Salles de (org.). Metodologia das ciências humanas. 2.ed. São Paulo: UNESP; Hucitec, 2001. p. 17-26.

OLIVEIRA, Rafael Santos de; RAMINELLI, Francieli Puntel. O direito ao acesso à informação na construção da democracia participativa: uma análise da página do Conselho Nacional de Justiça no Facebook. Sequência, Florianópolis, n. 69, p.159- 182, dez. 2014. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/sequencia/article/view/2177-7055.2014v35n69p159/28387. Acesso em: 16 abr. 2026.

POLLAK, Michel. Memória e esquecimento. In: Estudos Históricos. Rio de Janeiro, v.2, n.3, p.3-15, 1989.

RICOUR, Paul. A memória, a história e o esquecimento. Campinas: UNICAMP, 2007.

SANTOS, José Murilo Moraes dos. História social da arte engajada no Maranhão: 1968-1985. 2025. 317 f. Tese (Programa de Pós-Graduação em História/CCH) - Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 2025.

SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Castelo a Tancredo, 1964-1985. 7. ed. Tradução de Mário Silviano Silva. São Paulo: Paz e Terra, 1988.

WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. Lisboa: Editorial Presença, 1999.

Publicado

2026-10-07

Cómo citar

FERREIRA, Maria Mary; ARAÚJO, Ed Wilson Ferreira; BARROS, Dirlene Silva. Informação, Desinformação e Golpe: Ação e Resistência dos Profissionais da Informação no Maranhão . Revista de Políticas Públicas, São Luís, v. 30, n. Especial, p. 417–437, 2026. DOI: 10.18764/2178-2865v30nEPe30318. Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/30318. Acesso em: 10 oct. 2026.