Mar de Desigualdades e a Corrosão dos Direitos Socioterritoriais dos Povos Originários
DOI:
https://doi.org/10.18764/2178-2865v30nEPe30356Keywords:
Proteção Social, Desigualdade, Território Indígena, Agronegócio.Abstract
O artigo analisa a corrosão dos direitos sociais com foco na expansão da monocultura da cana-de-açúcar, em terras do povo potiguara dos municípios de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto no estado da Paraíba. A pesquisa apreende as questões de (des)proteção social e as sobreposições socioterritoriais, avaliando ameaças, pressões, potencialidades e serviços ecossistêmicos em 33 aldeias. Os resultados revelam a predominância da monocultura, ocupando entre 75% e 92,31% das áreas analisadas, com elevada incidência da expansão canavieira em 29 aldeias. Com base no materialismo histórico-dialético, concluí que as práticas locais vêm sendo subordinadas à lógica da acumulação capitalista, comprometendo a autonomia territorial, os modos de vida tradicionais e a efetivação dos direitos indígenas
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
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