Spread bancário, juros e política creditícia no Brasil: impactos na concentração de capital e no desenvolvimento
DOI:
https://doi.org/10.18764/2178-2865.v29n2.2025.40Palavras-chave:
Spread bancário, taxa de juros, concentração de capital, desenvolvimentoResumo
Este artigo analisa a relação entre spread bancário, taxa de juros e investimento, vis a vis com a concentração de capital e o atraso socioeconômico no Brasil. Faz uma contextualização com o spread praticado em outros países, desenvolvidos e emergentes. Compara a rentabilidade do setor bancário brasileiro com outros segmentos econômicos internos e analisa a elevada posição ocupada por bancos brasileiros no ranking da lucratividade mundial, fato relacionado com o agravamento da distribuição funcional da renda pró-capital. Revisa criticamente a posição do setor financeiro sobre spread, lucro e concorrência, expresso em livro publicado pela FEBRABAN (2019). Discute os impactos provocados pelo efeito do spread elevado no mercado financeiro e na política pública de crédito, no investimento e na demanda agregada, como o represamento do mercado interno que contribui para a cisão do ciclo do capital e compromete o desenvolvimento do país no longo prazo.
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