Los lazaristas y la reforma de la Iglesia en el Segundo Reinado: política y autonomía
DOI:
https://doi.org/10.18764/1983-2850v19n55e27281Palabras clave:
autonomia, regalismo, ultramontanismoResumen
El instituto religioso de los lazaristas fue el de mayor organización y capilaridad en Brasil durante el siglo XIX. Llegaron al Imperio en 1819 y se expandieron a lo largo del siglo por diversas diócesis, participando en las reformas que dialogaban con la propuesta ultramontana de la Iglesia romana decimonónica. Por otro lado, identificamos que el gobierno imperial también vislumbraba una reforma en las relaciones entre el Estado y la Iglesia, reafirmando, sin embargo, el regalismo. La idea era trabajar con institutos religiosos que aceptaran esa supremacía estatal en los asuntos eclesiásticos. El hecho es que los lazaristas no compartían afinidad con la propuesta regalista, pero ingresaron al Imperio a partir de servicios prestados a monarquías, como ocurrió en Francia e incluso en Portugal. La pregunta que buscamos responder es cómo se articuló esta relación entre el Estado y la Iglesia a partir de la actuación de los lazaristas. Si por un lado la orden no comulgaba con la propuesta regalista, por otro, tampoco estaba articulada con las prácticas políticas identificadas en otras órdenes religiosas y, en cierta forma, no le interesaba la propuesta reformista que se intentaba llevar a cabo desde el campo político.
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