Fe y festivales negros en África-Brasil: la conceptualización de la orixalidad

Autores/as

  • RAPHAEL RIBEIRO DA SILVA PPCULT/UFF

DOI:

https://doi.org/10.18764/1983-2850v19n56e28812

Palabras clave:

Orixalidad, fiestas negras, religiosidades afrodiásporicas, Filosofía popular brasileña

Resumen

Este artículo analiza la Orixalidad como categoría estético-epistemológica surgida de las religiosidades afrodiásporicas en Brasil, articulando fe, fiesta y producción de saber desde los terreiros, las calles y las prácticas culturales populares. El problema de investigación consiste en comprender cómo las experiencias rituales del Candomblé y la Umbanda, junto con manifestaciones festivas como el carnaval, el samba y las performances urbanas, configuran formas situadas de pensamiento, memoria y resistencia frente a la colonialidad del saber. El objetivo es delinear los contornos conceptuales de la Orixalidad a partir de la categoría Áfricas-Brasis, entendida como una geografía histórica atravesada por ancestralidades africanas, indígenas y negociaciones diaspóricas. Metodológicamente, el estudio articula reflexión teórica, análisis de objetos-acontecimiento artísticos y observación situada de prácticas religiosas y culturales. El análisis muestra que fe y fiesta operan como dispositivos cosmopolíticos de transmisión de saberes, organización comunitaria y reinvención identitaria. Como resultado, se argumenta que la Orixalidad constituye un campo ético-estético plural donde religiosidad, oralidad, corporalidad y creación artística se entrelazan, produciendo pedagogías colectivas y estrategias contracoloniales. Se concluye que las fiestas negras y afro-indígenas son territorios vivos de conocimiento, centrales para comprender la cultura negra contemporánea.

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Biografía del autor/a

RAPHAEL RIBEIRO DA SILVA, PPCULT/UFF

Sou pessoa não-binária: transito pelo indecidível. Pesquisadora maricón latino-americana, cria da Zona Oeste Carioca, com fundamentação de vida na cultura de terreiro, com iniciação no culto de candomblé para o orixá Òsògìyán, e na vida sou nascida de muitas mães. Atualmente em estágio de pós-doutorado no Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT) da UFF, com atuação docente no componente curricular Epistemologinas pós/des/decolonial. Doutorado em Ciências da Saúde pelo Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro (IMS-UERJ), com estágio doutoral no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES/UC), em pesquisa dedicada a subalternidades, violência e desconstrução das colonialidades, com ênfase em Antropologia Social e Cultural e Filosofia Política, abordando animalidade, subalternização na relação trabalho-saúde e subjetividades atravessadas por religiosidades marginalizadas. Mestrado em Letras pelo Programa de Pós-Graduação em Literatura, Cultura e Contemporaneidade da PUC-Rio (2020), com pesquisa sobre literatura de mulheres negras das favelas brasileiras, com enfoque em memória, arquivo, desigualdades sociais estruturais e direito à cidade. Graduação pelo Departamento de Estudos Culturais e Mídia da Universidade Federal Fluminense (UFF), com trajetória de pesquisa antropológica acerca de territorialidades e geopolítica da cultura. Integra o Grupo de Estudos Negritudes e Transgressões Epistêmicas (GENTE), vinculado à Faculdade de Formação de Professores da UERJ (FFP-UERJ), e o Laboratório de Estudo em Cultura e Religiosidades (LECRE), ligado ao Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades (PPCULT) da UFF. Meus interesses de pesquisa estão inscritos nas Ciências Humanas e Sociais da Saúde, com dedicação à investigação e desconstrução das múltiplas formas de colonialidade que atravessam saberes, práticas e políticas de saúde. Minhas pesquisas concentram-se nos seguintes temas: precariedades e precarização da vida, animalidades e implicações ético-políticas, ecologia queer/cuir, violência e brutalidade, trabalho e saúde, epistemologias da Saúde Coletiva, narrativas latino-americanas, filosofia popular brasileira. Para além da produção acadêmica, desenvolvo atividades de educação em espaços comunitários, articulando saberes acadêmicos e saberes tradicionais, especialmente na minha comunidade de terreiro e nos territórios periféricos que me constituem, em conexão com outros espaços. Colaboro com movimentos sociais que tensionam fronteiras entre arte, política e espiritualidade, buscando construir práticas de cuidado e conhecimento enraizadas nos territórios e comprometidas com lutas antirracistas, decoloniais e populares. Minha articulação entre pesquisa-docência parte do princípio de que pensar saúde pública exige atenção às experiências concretas da vida comum, às formas de existência em condição de abandono e às potências de resistência que emergem nas práticas dissidentes e relacionais de composição da vida. 

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Publicado

2026-10-06

Cómo citar

RIBEIRO DA SILVA, RAPHAEL. Fe y festivales negros en África-Brasil: la conceptualización de la orixalidad. Revista Brasileira de História das Religiões, São Luís, v. 19, n. 56, p. 1–16, 2026. DOI: 10.18764/1983-2850v19n56e28812. Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rbhr/article/view/28812. Acesso em: 12 oct. 2026.