Pigmalião na indústria cultural: a ausência de crítica nas adaptações da obra de George Bernard Shaw
DOI :
https://doi.org/10.18764/2595-9549v9n19e24890Mots-clés :
literatura, cultura de massa, capitalismo, filosofia da arte, Crítica socialRésumé
O artigo busca apresentar a obra Pigmalião do dramaturgo irlandês George Bernard Shaw e apontar como as adaptações dessa obra perderam em sua profundidade crítica em razão de estarem mais atreladas aos princípios comerciais e ideológicos da sociedade da época. Para realizar a análise, toma-se de empréstimo o conceito de indústria cultural dos filósofos Thedor Adorno e Max Horkheimer. O artigo irá se estruturar em dois pontos principais: (i) apresentação de Shaw e de sua obra no que diz respeito ao seu aspecto críticos; (ii) como as adaptações para o cinema e para o palco na forma de musical foram alteradas em relação à narrativa original, em especial, o final, visando transformá-lo em um happy ending à moda de uma história de amor. Nesse sentido, visa sustentar que as mudanças na obra se tornaram problemáticas porque os objetivos estavam atrelados à ideologia da sociedade capitalista que, transformando a arte em mercadoria, causaram um prejuízo nas possibilidades de reflexão crítica.
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