O Teatro Negro Pernambucano: a ancestralidade presente no fazer teatral do grupo O Poste Soluções Luminosas

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Mots-clés :

O Poste Soluções Luminosas, teatro negro pernambucano, matrizes africanas, ancestralidade, orixás (Iemanjá, Oxum), Candomblé/Umbanda, Ombela, Manuel Rui, imaginário da água, Recife

Résumé

O artigo acompanha o percurso do grupo O Poste Soluções Luminosas, criado em 2004 (iluminação cênica) e transformado, a partir de 2009, em coletivo de produção artística com pesquisa em matrizes africanas. A investigação centra-se numa ancestralidade corporal e vocal, articulando teatro físico/antropológico e as incorporações de orixás no Candomblé e na Umbanda. Em 2014, o grupo inaugura sede cultural no Recife e aprofunda o trabalho em Ombela, a partir do universo poético de Manuel Rui (chuva como metáfora sensível e feminina da linguagem). Para evitar estereótipos, recorre a apoio antropológico e pesquisa o imaginário da água (vida, purificação, regeneração), chegando a Iemanjá e Oxum como eixos cênicos. O espetáculo, em arena e com forte interação com o público, é apresentado como marco do teatro recifense e como encontro do sagrado com a cena contemporânea.

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Références

SECCO, Carmen Lucia Tindó . Poéticas do sensível: história, imaginação, erotismo e afeto na poesia angolana pós-1990. In: Revista Diadorim, Vol. 5, 2009.

SEMEDO, Maria Odete da Costa. Assim senti ´Ombela´... Uluai, chuva e palavra. In: Revista África 21, n.31, julho de 2009, p. 47.

SIQUEIRA, Elton Soares. Ombela: uma cena ancorada no imaginário africano. In: Revista ASPAS, Vol. 7, N. 1, 2017.

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Publié-e

2026-06-30

Comment citer

Ferreira, R. A. da S. (2026). O Teatro Negro Pernambucano: a ancestralidade presente no fazer teatral do grupo O Poste Soluções Luminosas. Revista Iluminus, 1(3), 1–4. Consulté à l’adresse https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/iluminus/article/view/29836

Numéro

Rubrique

Seção 3: O olhar sobre o espetáculo