Festas negras, batuques e religiosidade em Pernambuco (1810-1848)
DOI:
https://doi.org/10.18764/1983-2850v19n55e28848Palavras-chave:
festas negras, batuques, irmandades do Rosário, religiosidade afro-brasileira, escravidão.Resumo
O artigo examina as relações entre festas, batuques e experiências religiosas da população afrodescendente em Pernambuco entre 1810 e 1848. O objetivo é compreender como práticas festivas vinculadas às irmandades do Rosário, aos batuques urbanos e a reuniões coletivas associadas ao calendário católico constituíram formas de expressão religiosa e sociabilidade no contexto atlântico escravista. A análise de episódios em que música, dança e hierarquias festivas emergem como elementos centrais na documentação administrativa, periódicos políticos, relatos de viajantes e registros preservados por Pereira da Costa, articulados à historiografia sobre religiosidade afro-brasileira e cultura política no Império, permite pensar os batuques e festas negras no contexto atlântico escravista. Demonstrando que tais manifestações funcionaram como espaços de negociação simbólica, nos quais devoção católica, repertórios culturais africanos e disputas políticas se entrelaçaram, contribuindo para a constituição de experiências religiosas negras no Pernambuco oitocentista.
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