A construção das identidades da umbanda: lutas e conquistas epistemológicas
DOI:
https://doi.org/10.18764/1983-2850v19n55e27336Palavras-chave:
inclusão, interseccionalidade, identidade, globalização na religiãoResumo
O artigo analisa os conflitos internos e externos que marcaram a Umbanda durante a década de 1940, destacando os processos de redefinição identitária e a luta por legitimidade que caracterizaram este período. Particular atenção é dedicada ao papel de Zélio Fernandino de Moraes na afirmação da identidade da Umbanda sem, entretanto, ser creditado com a sua criação. O objetivo do artigo é realçar uma nova forma de culto religioso que se interconecta com os santos católicos e com os rituais kardecistas e com práticas do candomblé, porém traz novos elementos de entidades até então desconhecidos na doutrina espírita Brasil. Esta nova religião se molda e se amplia pela sua identidade própria na busca de atrair a todos os públicos, sem discriminação de raça, etnia e gênero, nos terreiros onde há liberdade de cultuar as entidades, sem haver regras fixas como nas outras denominações. A pesquisa é de natureza referencial, bibliográfica, descritiva e explicativa de autores que abordam a religião no Brasil e em outros países, especialmente latinos.
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