O Eco de Atenas e o Mar de vidro

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.18764/2966-1196v3n1e29838

Palabras clave:

poesia contemporânea, silêncio, memória, identidade, espaço simbólico

Resumen

Os poemas Eu, e minhas circunstâncias e O Mar de Vidro, de Gabriela Lages Veloso, constroem uma poética marcada pela introspecção, pela memória e pela relação sensível entre sujeito, espaço e silêncio. No primeiro poema, a voz lírica percorre ruas, becos e escadarias, onde a paisagem urbana se transforma em território simbólico da escuta interior. O silêncio, longe de ser ausência, surge como matriz da poesia, manifestando-se nas cores dos azulejos, nos sons da natureza e nas lendas que habitam sobrados e igrejas. Já em O Mar de Vidro, a metáfora do espelho aquático revela uma dimensão mais sombria e reflexiva da experiência humana, associada ao medo do confronto com verdades ocultas, à vaidade e à revelação da “fera interior”. A imagem do mar como espelho profundo articula temas como identidade, tempo e autoconhecimento, evocando uma tensão entre encantamento e inquietação. Em conjunto, os poemas propõem uma leitura poética do mundo como espaço de travessia, onde a poesia atua como guia para a compreensão das próprias circunstâncias e da complexidade da existência.

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Publicado

2026-06-30

Cómo citar

Veloso, G. L. (2026). O Eco de Atenas e o Mar de vidro. Revista Iluminus, 3(1), 1–3. https://doi.org/10.18764/2966-1196v3n1e29838

Número

Sección

Seção 4: Hinos da noite