Ecos da Periferia: Alguns Paralelismos entre os Picós, os Bailes Funk, a Champeta e o Funk Carioca (1990–2005)

Autores

Palavras-chave:

Champeta, Funk carioca, Periferia, Diáspora afro-atlântica, Cultura popular

Resumo

O artigo analisa o paralelismo histórico, cultural e tecnológico entre a champeta no Caribe colombiano e o funk carioca no Rio de Janeiro entre 1990 e 2005. A partir de uma abordagem comparativa, argumenta-se que ambos os gêneros constituem expressões de uma modernidade periférica mediada por sistemas de som (picós e equipes de som) que operam como infraestruturas de circulação cultural transnacional. O estudo demonstra que esses movimentos não surgem de forma isolada, mas como parte de uma diáspora afro-atlântica marcada por processos de deslocamento, hibridação e resistência cultural. Além disso, são analisadas as dinâmicas de apropriação tecnológica, a “pirataria criativa” e os mecanismos linguísticos (como a homofonia e a ressignificação) que estruturam identidades locais. O texto também discute a estigmatização e criminalização dessas práticas, em contraste com seu papel como espaços de afirmação identitária e produção simbólica. Por fim, sustenta-se que tanto a champeta quanto o funk carioca evoluem para formas mais comerciais e globalizadas, sem perder seu caráter contestatório.

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

Araque, S. E. N., & Kleaim, L. C. (2026). Ecos da Periferia: Alguns Paralelismos entre os Picós, os Bailes Funk, a Champeta e o Funk Carioca (1990–2005). Revista Iluminus, 1(3), 1–18. Recuperado de https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/iluminus/article/view/29806

Edição

Seção

Seção 1: Brasil, reinventando o imaginário