Chantal Mouffe e o modelo agonístico de democracia: um comentário crítico
DOI:
https://doi.org/10.18764/2675-8369v3n2e26728Palavras-chave:
Agonismo, Democracia, Relações de dominaçãoResumo
Ao longo do presente artigo, busca-se inicialmente reconstruir em linhas gerais o “modelo agonístico de democracia”, teoria da democracia elaborada e assim nomeada pela filósofa Chantal Mouffe. A pensadora caracteriza tal concepção de democracia como radical e plural, atribuindo-lhe a finalidade e a capacidade de combater relações de dominação vigentes na atualidade. Em seguida, mapeia-se e enumeram-se elementos presentes no modelo agonístico que são considerados como obstáculos e até mesmo traços que vão em direção inversa aos objetivos que tal proposta declara perseguir. Nesse segundo momento, são privilegiados escritos da autora produzidos no século XXI, pois se entende que as obras desse período tornam mais explícitas as limitações do projeto intelectual de Mouffe e suas eventuais consequências indesejadas, ou seja, a possibilidade de que, ao invés de combater relações de dominação, ele acabe por favorecer sua perpetuação.
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