A POLÍTICA DO BARROCO EM OSMAN LINS: A ESCRITURA DA VIOLÊNCIA E O ORNATO

Autores

  • Adam Joseph Shellhorse Temple University

Palavras-chave:

Osman Lins, O Boom Latino-Americano, Grupo Latino-Americano de Estudos Subalternos, Barroco, Poética Barroca, Transculturação, Escritura da Violência, A Política da Literatura, Antiliteratura

Resumo

Partindo das recentes discussões sobre o Boom latino-americano, este ensaio examina a poética barroca do escritor brasileiro Osman Lins, a fim de delinear um novo arcabouço para o exame da política e do impasse da literatura no Brasil durante os anos 1960 e 1970. Em minha análise do intensamente experimental “Retábulo de Santa Joana Carolina” (1966), lanço luz sobre os meios pelos quais Lins combina múltiplos regimes de signos como o teatro, as artes visuais e a cantiga medieval, para se defrontar com a violência estrutural de exploração e subalternidade no Nordeste brasileiro. Consequentemente, analiso como a poética barroca de Lins negocia a violência e a autoridade por meio de conjuntos enunciativos que são antirrepresentacionais e antiliterários. Concluo mostrando como a subalternidade no Brasil é imaginada pela literatura de modo alternativo - não tanto como objeto da ideologia, mas como uma figura de tensão para uma nova palavra poética e política.

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Biografia do Autor

Adam Joseph Shellhorse, Temple University

Doutor em Literatura, Diretor dos Estudos Latino-Americanos e Professor Associado na Temple University. Autor do livro, Antiliteratura: A Política e os Limites da Representação no Brasil e Argentina Modernos (University of Pittsburgh Press, 2017).

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Publicado

2021-07-30

Como Citar

Shellhorse, A. J. (2021). A POLÍTICA DO BARROCO EM OSMAN LINS: A ESCRITURA DA VIOLÊNCIA E O ORNATO. Littera: Revista De Estudos Linguísticos E Literários, 12(23). Recuperado de http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/littera/article/view/17478