A LUTA PELA UNIVERSALIDADE DA SAÚDE

Autores

  • Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi Andreazzi Universidade Federal do Maranhão - UFMA

DOI:

https://doi.org/10.18764/2178-2865.v20nEp75-84

Resumo

O trabalho analisa os entraves que hoje se colocam para a implantação de um sistema de saúde universal e igualitário e caracteriza os movimentos sociais que se posicionam perante esses entraves. A partir da definição constitucional do direito a saúde em 1988, identifica duas questões não totalmente equacionadas do próprio desenho do Sistema Único de Saúde: a descentralização e a universalização sem garantia de recursos adicionais. Na implementação do SUS, vão se descaracterizando: o subfinanciamento, a contrarreforma do Estado, a apassivamento dos movimentos sociais e a confluência de agendas com o Banco Mundial. Conclui que as ameaças atuais ao direito à saúde partem da consolidação do grande capital situado nesse campo, do privatismo e da inflexão ideológica de alguns setores subalternos ao projeto do capital. E ainda, que três linhas são identificadas na luta atual pelo direito a saúde: a reforma sanitária flexibilizada, a democracia de massas e a necessidade da revolução social.

Palavras-chave: Brasil, políticas de saúde, movimentos sociais, direitos sociais.

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Publicado

2017-01-09

Como Citar

ANDREAZZI, Maria de Fátima Siliansky de Andreazzi. A LUTA PELA UNIVERSALIDADE DA SAÚDE. Revista de Políticas Públicas, São Luís, v. 20, p. 75–84, 2017. DOI: 10.18764/2178-2865.v20nEp75-84. Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/rppublica/article/view/5957. Acesso em: 24 abr. 2026.