“A FELICIDADE SEMPRE IRIA SER CLANDESTINA PARA MIM”: Sofrimento como passagem da infância ao amadurecimento em Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector

Autores

Palavras-chave:

Infância, Amadurecimento, Clarice Lispector

Resumo

Este trabalho analisa a representação da infância e do amadurecimento feminino na antologia Felicidade clandestina (1971), de Clarice Lispector, com foco nos contos “Felicidade clandestina”, “Restos de carnaval” e “Os desastres de Sofia”. O objetivo, portanto, é investigar como as narrativas subvertem visões idealizadas da infância e de seus processos de amadurecimento, marcados pelo fluxo de consciência e pela densidade filosófica e psicológica da obra de Lispector. A fundamentação teórica baseia-se em conceitos psicanalíticos freudianos, como superego, mal-estar e melancolia, bem como nas reflexões de Antonio Candido sobre a literatura como fator de humanização e na historiografia da infância proposta por Regina Zilberman. A análise evidencia que, nos contos selecionados, o sofrimento e a relação com o outro atuam como catalisadores do amadurecimento das personagens, além de contribuírem para o desenvolvimento das narrativas curtas. A escrita de Lispector, na década de 1970, constrói uma cartografia da identidade feminina que ressoa como elemento fundamental da memória estética brasileira de um modernismo tardio, basilar para a formação da literatura brasileira contemporânea.

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Referências

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. Organização: Aldo de Lima et al. Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2012.

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Publicado

2026-06-30

Como Citar

Baima, F. W. C., & da Silva, C. P. (2026). “A FELICIDADE SEMPRE IRIA SER CLANDESTINA PARA MIM”: Sofrimento como passagem da infância ao amadurecimento em Felicidade Clandestina, de Clarice Lispector. Revista Iluminus, 1(3), 1–8. Recuperado de https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/iluminus/article/view/29805

Edição

Seção

Seção 1: Brasil, reinventando o imaginário