Kant e a Fantasia livre: as condições subjetivas para a improvisação musical
DOI:
https://doi.org/10.18764/2966-1196v2n2e28350Palavras-chave:
Improvisação musical, Fantasia livre, Gênio, Representação obscura, KantResumo
Este artigo objetiva explicitar as condições subjetivas necessárias para a improvisação musical, baseando-se nos conceitos kantianos de “Gênio”, exposto na terceira Crítica, e de “representação clara” e “representação obscura”, bem como no exemplo da forma musical Fantasia livre, registrados na Antropologia. Para tanto, o texto organiza-se nas seguintes seções: I) Introduz o problema investigado; II) Explana sobre as características subjetivas do gênio através da exposição transcendental; III) Discute as qualidades subjetivas do gênio, relacionando-as aos conceitos de “representação clara” e “representação obscura”; IV) Contextualiza, define e analisa a Fantasia livre para proporcionar uma compreensão razoável sobre essa forma musical; V) Mostra que na relação entre a produção da representação obscura com a performatização de uma Fantasia livre, revelam-se as condições subjetivas essenciais para a improvisação, em especial na referida forma musical; VI) Reflete sobre o nexo entre os conceitos e a forma musical abordados no texto nos limites do pensamento kantiano.
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