"O ancestral peregrino em mim redescobriu o sabor de ser um cósmico menino". Edgar Franco

Sobre a Revista

Os Cadernos Zygmunt Bauman é um periódico da Universidade Federal do Maranhão.(A4) (B2 em Letras/Linguística). O Cadernos Zygmunt Bauman está voltado aos pesquisadores de pós-graduação, assim como leitores interessados nos temas abordados. Quanto aos artigos serão aceitos de pesquisadores de pós-graduação, stricto Sensu, desde que a publicação venha acompanhada com seu orientador, mestre ou doutor. O C-ZB terá sua periodicidade quadrimestral a partir de janeiro de 2017 em versão totalmente online. Vale aqui fazer uma breve apresentação a respeito do emérito sociólogo polonês Zygmunt Bauman nasceu no dia 19 de novembro de 1925, em Poznán. Ele principiou sua trajetória acadêmica na Universidade de Varsóvia, mas logo foi obrigado a deixar a academia, em 1968, ao mesmo tempo em que sua obra era proibida neste país.

O periódico está disponível no Portal de Periódicos Capes/MEC, no sistema LIVRE,  indexado no Google Acadêmico, no Latindex (Sistema Regional de Informação em Linha para Revistas Científicas da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal), Cadastrado no Diadorim, diretório de políticas das revistas científicas brasileiras sobre o acesso aberto aos artigos por meio de repositórios institucionais.

ISSN 2236-4099

Notícias

NA BATALHA DE SEMPRE DA REFLEXÃO CRÍTICA E DA SOBREVIVÊNCIA MATERIAL

2022-06-30

Antônio Risério lecionará em quatro encontros - ENTRE JULHO E AGOSTO

AOS SÁBADOS ÀS DEZ DA MANHÃ.

DIAS 16, 23 E 30 DE JULHO E DIA 6 DE AGOSTO.

OS QUATRO TEMAS DOS ENCONTROS:

COMO ESTAMOS NA FOTO?

(quatro retratos desses nossos tempos trevosos)

1. CAPITALISMO DE OLHO VIVO

Estamos vendo Giselle Bündchen, em anúncio na televisão, posando de embaixadora de uma empresa do movimento ESG. O que é mesmo que isso quer dizer? O capitalismo ou o mercado, como queiram, partiu para abraçar causas identitárias, sociais e ambientais, a fim de livrar a própria cara e continuar lucrando. O assunto já vem sendo analisado e discutido por quem se ocupa de economia, política, mudança climática, etc. No ano passado, por exemplo, Stephen R. Soukup trouxe à luz o seu livro THE DICTATORSHIP OF WOKW CAPITAL: HOW POLITICAL CORRECTNESS CAPTURED BIG BUSINESS, ainda não traduzido para o português. Vamos conversar sobre isso: capitalismo politicamente correto ou capitalismo “lacrador”. E como o movimento ESG está enquadrando o mundo empresarial.


2. DO LUGAR DE CULPA AO LUGAR DE FALA


A mídia – ou, mais precisamente, a elite midiática brasileira – vem há tempos fazendo de tudo para exorcizar a grande culpa que carrega por ter aderido com entusiasmo ao golpe militar de 1964 e à ditadura que então foi imposta ao país. Exemplos disso são o jornal Folha de S. Paulo e a Rede Globo de Televisão. A Folha começou a se redimir com seu apoio à campanha das “diretas já”. A Globo tentou negar que o movimento existia. Hoje, ambos adotam a estratégia imposta pelo imperialismo cultural norte-americano na base do politicamente correto e das pautas identitárias. Nesse caminho, capricham em práticas antijornalísticas de manipular e fraudar informações.


3. MOVIMENTO NEGRO É MOVIMENTO POLÍTICO


O ex-radical islâmico Maajid Nawaz foi ao ponto: “Ao contrário dos protestos estudantis da década de 1960, ao usar a religião e o multiculturalismo como fachada, levamos um léxico totalmente novo para a mesa de discussões. Apresentávamos de forma consciente exigências políticas disfarçadas de religião e multiculturalismo e dávamos o rótulo de racismo e intolerância a qualquer objeção às nossas exigências”. É daqui que vou partir. Porque tendo a considerar que os movimentos negros são principalmente um movimento político. Ou um movimento político que se disfarça de movimento social, recorrendo ao expediente de misturar cor da pele, identidade cultural, reivindicações sociais e ideologia. Exposto o tema, vamos ver uma aplicação prática no sistema educacional: o cancelamento de matrículas de pardos por tribunais raciais.


4. UM DEMÔNIO CHAMADO “OCIDENTE”


A moda agora é culpar o Ocidente por todos os males da humanidade. De repente, todos os demais povos e lugares do mundo são idealizados em termos angelicais, ao tempo em que o Ocidente é acusado de todos os crimes. Curiosamente, nenhuma civilização pensou e escreveu tão devastadoramente sobre si mesma quanto o Ocidente. É uma disposição às vezes até masoquista para a autocrítica, enquanto a China, o mundo árabe ou a África Negra, por exemplo, negam todos os seus pecados – os de ontem e os de hoje. Vamos apreciar criticamente esse panorama, mostrando que não existem povos-anjos e povos-demônios. "

 

Prof. Dr. Antônio Risério

 

Antonio Risério (SalvadorBahia21 de novembro de 1953)[1] é um antropólogopoetaensaísta e historiador brasileiro. Em 1995, obteve sua formação em antropologia pela Universidade Federal da Bahia. Por alguns anos, trabalhou no setor cultural até ser exonerado. Em seguida, participou das campanhas políticas dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Antonio Risério ocasionalmente contribui como colunista a jornais brasileiros.

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"Existem muitas formas de sono, e 99% da humanidade nunca acordou"  Edgar Franco

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Publicado: 2022-05-12

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