Evangélicos progressistas: uma experiência política no período de abertura democrática no Brasil

Autores

  • Fernando Coêlho Costa

Palavras-chave:

Evangélicos de esquerda. Política. Sociedade.

Resumo

A contribuição do estudo sobre evangélicos progressistas tem como principal finalidade a tentativa
de compreensão sobre um grupo de evangélicos brasileiros que, desde a década de 1970 e principalmente
no período da abertura democrática no Brasil, passou a se apresentar como progressista. O
diferencial desse grupo foi não se reconhecer como ecumenistas, embora lançasse mão de práticas
de cooperação. Ao mesmo tempo, ao fundamentarem suas ações por meio da crença no evangelho
integral, reordenaram o lugar da fé nas ações contextualizadas dentro do protestantismo brasileiro
do final do século XX. As ações desse grupo de evangélicos progressistas encontravam fundamento
principalmente nas obras de Robinson Cavalcanti e nas ações políticas -esquerda. A singularidade
desse grupo foi distanciar-se da chamada “Bancada Evangélica” desde a Constituinte (e denunciá-la),
diferenciar-se teologicamente dos ecumenistas e se apresentar como alternativa democrática com
transfundo religioso não exclusivista.

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Biografia do Autor

Fernando Coêlho Costa

Graduado em Licenciatura em História pela Universidade Estadual do Maranhão e Bacharel em Teologia
pela Faculdade Kyrios. Possui Mestrado em Ciências das Religiões, pela Faculdade Unida de
Vitória, com concentração em Protestantismos Brasileiros e cuja pesquisa foi desenvolvida sobre as
práticas religiosas da organização Aliança Bíblica Universitária do Brasil. Atualmente desenvolve a
pesquisa sobre Protestantes de Esquerda, no Mestrado em História Social da Universidade Federal
do Maranhão.

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Publicado

2019-01-05

Como Citar

Costa, F. C. (2019). Evangélicos progressistas: uma experiência política no período de abertura democrática no Brasil. Revista Interdisciplinar Em Cultura E Sociedade, 4(Espec), 545–556. Recuperado de https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/ricultsociedade/article/view/10549

Edição

Seção

Eixo 3 - Mídia, Patrimônio Cultural e Sociedade