Ritos de passagem: a memória, a identidade e o feminino em Ana Paula Tavares
DOI:
https://doi.org/10.18764/2177-8868v16n32e28221Palavras-chave:
memória, identidade, Ritos de Passagem, femininoResumo
Propomos a discutir a importância da memória coletiva e sua relevância por meio de uma análise da obra Ritos de Passagem, da escritora angolana Ana Paula Tavares. Objetivamos entender como a literatura pode contribuir para a compreensão das mudanças sociais em tempos de crise e para a valorização de identidades diversas. Nesse contexto, a literatura e as concepções teóricas de autores como Inocência Mata (2007), Francisco Noa (2015), Pierre Bourdieu (2016) e Maurice Halbwachs (2006) desempenham papel fundamental. As obras literárias funcionam como espelhos sociais, levando-nos a questionar as estruturas opressivas e a encontrar o caminho para o entendimento de uma memória coletiva mais representativa e inclusiva. Ritos de Passagem oferece uma narrativa sobre a construção da memória coletiva, sua relação com a identidade individual e social e como a memória feminina é tão representativa e resistente na sociedade angolana. A narrativa transgeracional faz-se refletir sobre a conexão entre memória individual e coletiva, mostrando como as experiências passadas reverberam no presente. Concluímos que a memória, a identidade e o feminino são cruciais para o enfrentamento dos desafios e que a literatura desempenha um papel importante na compreensão das dinâmicas sociais e culturais emergentes em tempos de crise.
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