Littera: Revista de Estudos Linguísticos e Literários
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<p>Periódico ligado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Maranhão (PGLetras-UFMA).</p> <p>Missão: Destina-se à publicação de trabalhos científicos e culturais produzidos por pesquisadores, docentes e discentes ligados a programas de pós-graduação da UFMA e de outras instituições de ensino.</p> <p>Um dos capítulos mais importantes dessa trajetória é a criação da revista Littera, na década de 1990. Fundada com o objetivo de socializar pesquisas sobre língua e literatura desenvolvidas por professores-pesquisadores da UFMA, a Littera teve sua primeira edição publicada em 1994. Desde então, a revista se empenha na disseminação da produção científica na área de Letras, sendo um veículo essencial para a comunicação acadêmica.</p> <p> </p> <p><strong>ISSN 2177-8868</strong></p> <p><strong>Periodicidade: Semestral</strong></p> <p><strong>Qualis/CAPES (2017-2020): B2</strong></p>Universidade Federal do Maranhãopt-BRLittera: Revista de Estudos Linguísticos e Literários1517-0136Direitos autorais Littera on line <br /><br /> <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />Este obra está licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a>.Entrevista com o escritor Mauro Rêgo
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Tenyse Pinto Meneses SantosNaiara Sales Araújo Santos
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e24014A ausência e a busca por identidade em "Todo mundo tem mãe, Catarina"
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<p><!--StartFragment --></p> <p class="pf0"><span class="cf0"><!--StartFragment -->GUERSON, Carla. <strong>Todo mundo tem mãe, Catarina</strong>. São Paulo: Ed. Reformatório, 2024.<!--EndFragment --></span></p> <p class="pf0"><span class="cf0">Esta resenha crítica analisa Todo mundo tem mãe, Catarina, romance de Carla Guerson, destacando como a ausência materna estrutura a narrativa e o desenvolvimento da protagonista de 14 anos. Criada pela avó, Catarina sente o vazio da figura materna e projeta suas inquietações sobre pertencimento e identidade nas mulheres ao seu redor. Guerson ressignifica essa ausência ao transformá-la não apenas em uma lacuna, mas em um motor de autoconhecimento e construção da identidade feminina.</span><span class="cf0"> </span></p> <p><!--EndFragment --></p>Danielle Freitas
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e25790A presença de Dom Quixote na Canção Popular Brasileira
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<p>Este artigo investiga a presença da figura de Dom Quixote na canção popular brasileira por meio da análise de um <em>corpus</em> composto por cinco letras de canções lançadas entre 1969 e 2005, interpretadas por diferentes nomes do moderno cancioneiro brasileiro. A análise foi dividida em dois momentos: no primeiro, abordamos as canções que mantêm uma relação mais direta com o romance cervantino: “Don Quixote”, de Arnaldo Baptista e Rita Lee e “Teatro (Dom Quixote)”, de Tom Zé; no segundo, examinamos as letras “Don Quixote” de Milton Nascimento e César Camargo Mariano e “Dom Quixote” de Humberto Gessinger e Paulinho Galvão, que se baseiam no mito literário de Dom Quixote, construção simbólica cristalizada pela leitura romântica. O referencial teórico apoia-se nos estudos de Jean-Claude Carrière e Michael Nerlich sobre o conceito de mito literário, bem como nas contribuições de autores como Erich Auerbach, Alfred Schütz e Maria Augusta da Costa Vieira para a compreensão de aspectos do romance cervantino. O estudo insere-se, portanto, no campo dos estudos que articulam literatura e canção, enfocando os aspectos que revelam as diferentes interpretações da figura quixotesca no imaginário musical brasileiro.</p>Rafael Campos QuevedoAna Kamilly Vale Oliveira
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e26956Linguagem, música e expressividade sob a perspectiva crítica de Rousseau
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<p>A presente pesquisa aborda as concepções musicais de Jean-Jacques Rousseau, evidenciando sua crítica à música francesa expressa na obra <em>Carta sobre a música francesa</em>. O objetivo da investigação consiste em compreender como Rousseau articula os pressupostos filosóficos da hipótese segundo a qual os franceses não possuem uma língua apropriada à música. A metodologia adotada foi de natureza bibliográfica, com base no método analítico, aplicando procedimentos de levantamento teórico das obras principais de Rousseau e de análise comparativa entre diferentes tradições musicais, em especial a francesa e a italiana. A análise se concentrou em três eixos: a contextualização histórica das óperas no século XVIII, a teoria da linguagem e da melodia em Rousseau, e a crítica à sociedade do espetáculo. Os resultados indicam que Rousseau atribui à melodia o papel central na expressividade da música, entendendo que línguas mais melódicas, como a italiana, são mais adequadas à música do que a francesa, considerada rígida e sem ternura. Conclui-se que, para Rousseau, a degeneração da música decorre da sobreposição da harmonia à melodia, processo diretamente ligado à deterioração da linguagem natural. A valorização da melodia representa, portanto, uma defesa da autenticidade emocional da música e da sua função comunicativa original.</p>Eliete da Silva CruzLuciano da Silva Façanha
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e26966O imaginário poético de Catulo da Paixão Cearense em Luar do Sertão
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<p>O cantor e compositor maranhense Catulo da Paixão Cearense é um ícone da música popular brasileira e teve papel preponderante na disseminação da cultura nordestina, sua principal canção <em>Luar do Sertão</em> contribuiu para a propagação do quão belo é o sertão nordestino e colaborou com a cisão da imagem do sertão que estava alojada na memória do povo brasileiro: um lugar seco e triste. Pela canção <em>Luar do Sertão</em> (1996), Catulo da Paixão Cearense nos conecta com o campo da memória (Nora, 1993; Halbwachs, 2012) do imaginário (Durand, 2002), das representações imagéticas e de resíduos culturais das tradições nordestinas. Trata-se uma pesquisa teórica, de teor antropológico, na qual se pretende, por meio da musicalidade do compositor, abordar as estruturas imaginárias na canção, tendo como suporte teórico-metodológico a <em>Antropologia do Imaginário</em>, de Gilbert Durand (2002), <em>A Poética do Devaneio</em> (1988) e <em>A Poética do Espaço</em> (1958) de Gaston Bachelard, o <em>Lugar da Memória</em>, de Pierre Nora (1993), <em>O Sagrado e Profano</em>, de Mircea Eliade (1991), a Teoria da <em>Residualidade</em>, de Roberto Pontes (1999) e Maurice Halbwachs, com o seu livro <em>Memória Coletiva </em>(2012). Deste modo, o que se constata de forma mais imediata é que <em>Luar do Sertão</em> de Catulo da Paixão Cearense apresenta resíduos de características de períodos literários, como o Romantismo e o Parnasianismo, com destaque para aspectos como o nacionalismo, o saudosismo, a exaltação à natureza e a idealização telúrica romântica; além da linguagem rebuscada e da preocupação com a estética da canção, próprias do Parnasianismo. Além disso, é possível observar, a estrutura da imagem do regime diurno e noturno de Gilbert Durand. Por fim, nota-se que a formulação da canção <em>Luar do Sertão</em> estabelece uma relação com a estrutura antropológica da imagem na identificação de arquétipos e de resíduos que conversam com épocas literárias anteriores.</p>Josenildo Campos BrussioByanca Borges de Araujo CardosoBeatriz Rodrigues Cunha de Oliveira
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27587A figura do canto na poesia de Juanele Ortiz
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<p>Este artigo investiga poemas de Juanele Ortiz, artista argentino ainda pouco conhecido no Brasil e que teve parte de seus manuscritos roubados e queimados pelo governo ditatorial argentino. Para compreendermos como a obra de Ortiz incorpora concepções filosóficas acerca do canto, da aura, do sonho e de figuras da natureza, leremos alguns poemas selecionados – traduzidos especialmente para este estudo – e nos debruçaremos sobre certos aspectos da materialidade do cantar na poesia a partir de concepções do pensamento asiático contidas neste projeto estético, já que o poeta era um grande leitor e tradutor de poesia chinesa e japonesa, também em diálogo, sobretudo, com a filosofia de Walter Benjamin. Por fim, a própria poesia nos dará ferramentas capazes de ler as opressoras motivações ditatoriais, assim como as possibilidades artísticas de resistência perante estas violências.</p>Mariana Vieira Mitozo
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e26696Catimbau, uma trágica história de amor contada e cantada ao longo do tempo
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<p>As relações entre a música e a literaturas são de natureza histórica. Ao longo dos tempos, sempre foi possível observa-se que existem momentos históricos e literários nos quais a música e as letras caminharam juntas, embora nem sempre com os mesmos objetivos. É também possível também que uma mesma história seja contada ao público de diversos modos, inclusive a partir de um texto de ficção em forma de conto ou de letra de música. O objetivo deste estudo é fazer uma comparação entre o conteúdo do conto “Catimbau”, publicado por Humberto de Campos, em 1932, e a canção com mesmo título, gravada mais de três décadas depois pela dupla sertaneja formada pelos cantores Tião Carreiro e Pardinho. Este trabalho tem como base teórica alguns estudos realizados por Aguiar (1993), (Goulart e Vieira (1994), Tavares (1996) Gancho (2004), Gotlib (2004) e Costa (2010). Chega-se à conclusão de que uma letra de música, de acordo com suas características específicas, pode ser classificada como um texto narrativo e que é possível fazer uma comparação entre o conteúdo de um conto e o de uma canção.</p>José Ribamar Neres CostaLindalva Maria Barros Neres
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27051A experiência do silêncio em Poemas Canhotos: um fado poema de Herberto Helder
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<p>Este trabalho propõe uma leitura do poema “Estes poemas que chegam” de Herberto Helder (2018), associando-o com o fado “Poemas Canhotos” (2021), interpretado por Carlos do Carmo. Para tal objetivo, são apresentados os temas do silêncio e da autoria do autor, observando o sujeito lírico daquele que escreve e daquele que canta. Partindo da hipótese da existência do fado na obra de Helder, o trabalho reflete ainda como a ligação entre poesia e música, ao mostrar o sentido do poema e originar mais leitores/ouvintes. O estudo, então, constata que o poema traduzido em fado representa a potência criativa que origina a vida e a escrita do poema, dos seus autores.</p>Solange Damião
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27390A música como dramaturgia: Matriarcado de Pindorama, da Estelar de Teatro
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<p>Este artigo investiga a música como dramaturgia de energias, uma dramaturgia para um teatro não dramático, entendida não como acompanhamento, mas como força estruturante do rito teatral e elemento decisivo para a transformação do espectador em agente da cena. Partimos de uma contextualização histórica do teatro brasileiro de São Paulo, do trânsito entre o musical-popular e o “teatro sério” do TBC, e do legado de José Celso Martinez Corrêa e do Teatro Oficina para a tradição do teatro de grupo de São Paulo. Por fim, apresentamos a experiência da Companhia Estelar de Teatro, especialmente na peça Matriarcado de Pindorama (2018-2020) em que a música opera como escrita polifônica e composição de energias, atravessando corpos, tempos e afetos e instaurando narrativas dissidentes.</p>Viviane Dias
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27529Representações do luto na literatura e na música: um estudo comparativo entre "É sempre a hora da nossa morte, amém" e "Pedaço de mim"
https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/littera/article/view/27606
<p>Esse artigo tem como proposta uma análise comparativa entre a obra literária “É sempre a hora da nossa morte, amém”, de Mariana Salomão Carrara, e a música “Pedaço de mim”, de Chico Buarque, tendo como eixo de aproximação a representação do luto. A hipótese norteadora desta pesquisa é de que, por mais que pertençam a linguagens diferentes, literatura e música conseguem expressar o luto de maneira completa e simbólica. As obras foram escolhidas devido à intensidade poética notória em ambas ao tratarem o tema central. O objetivo principal desse artigo é compreender como o luto é representado nessas duas manifestações artísticas e se essas representações se assemelham. A metodologia utilizada será qualitativa, com abordagem comparativa entre as distintas obras analisadas. Para fundamentar a pesquisa, alguns teóricos terão destaque, como FREUD (1917); KUBLER-ROSS (1996) e KLEIN (1971).</p>Vitória de Jesus Costa de PaulaMárcia Manir Miguel Feitosa
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27606A pós-canção em R.C. (2022), de Angélica Freitas e Vitor Ramil: entre a letra, a imagem e o som
https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/littera/article/view/27607
<p>No contexto das experimentações contemporâneas em torno da forma canção, o conceito de “pós-canção” surge como uma chave crítica para pensar composições que desafiam as estruturas convencionais da música popular. Considera-se que, na transposição de um poema para a canção, esta, ao reutilizar o elemento linguístico do texto poético preexistente, apresenta, em seu componente melódico, uma contraparte criativa. Nesse sentido, este ensaio tem como objetivo refletir sobre o processo de transposição do poema <em>r.c.</em> (2007), de Angélica Freitas, para a canção <em>R.C.</em> (2022), de Vitor Ramil, a partir dos conceitos de pós-produção e de obra de arte não original, propostos respectivamente por Nicolas Bourriaud (2009) e Marjorie Perloff (2013). Em um segundo momento, a investigação busca lançar luz sobre as relações entre letra, imagem e som no produto artístico concebido por Freitas e Ramil. A partir disso, pretende-se estabelecer paralelos com obras atravessadas por processos similares, como o álbum de poemas mixados <em>I Who Cannot Sing</em>, de Patrícia Lino, e a canção “Uma Canção”, do grupo paulistano Filarmônica de Pasárgada. Por fim, considera-se a possibilidade de que “R.C.” contenha um conteúdo que transcende o verbo, o som e o visual: a arte pop. Em outras palavras, os elementos que caracterizam o gesto pós-produtivo no poema transposto à canção não apenas fundam uma pós-canção, mas também apontam para o que se poderia chamar de um <em>pós-pop</em>, cuja expressão se consolida justamente na configuração de <em>R.C</em>.</p>Bruna Farias MachadoRafael Mattos Petrucci da Silva
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27607"Bix Beiderbecke": o conto inacabado de Julio Cortázar
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<p>Neste artigo trato da presença da música na obra do escritor argentino Julio Cortázar, especialmente do jazz, utilizando como exemplos o conto "O perseguidor", do livro <em>As armas secretas</em> (1959), e em <em>O jogo da amarelinha </em>(1963), e apresento a tradução de "Bix Beiderbecke", conto inacabado e inédito em livro no Brasil.</p>Cassiano Viana
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e26152Música y silencio: el itinerario de una búsqueda inalcanzable en Alejandra Pizarnik
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<p>Este estudio examina las interrelaciones entre música, poesía y silencio en la obra de la poeta argentina Alejandra Pizarnik. Se propone comprender el silencio no como mera ausencia de sonido, sino como componente constitutivo y fundamental del hacer poético. De naturaleza cualitativa e interpretativa, la investigación se apoya en la lectura crítica de los poemas de Pizarnik y en referentes teóricos sobre el silencio y la música en la poesía. Max Picard concibe el silencio como fenómeno primordial y objetivo; Santiago Kovadloff distingue el “silencio de la oclusión”, que encubre lo esencial, y el “silencio de la epifanía”, que revela el misterio de lo real; y George Steiner entiende la música y el silencio como fronteras de lo decible, siendo la música un código profundo al cual los poetas aspiran a acercarse.</p> <p>Este estudo examina as inter-relações entre música, poesia e silêncio na obra da poeta argentina Alejandra Pizarnik. Propõe-se compreender o silêncio não como mera ausência de som, mas como componente constitutivo e fundamental do fazer poético. De natureza qualitativa e interpretativa, a pesquisa apoia-se na leitura crítica dos poemas de Pizarnik e em referenciais teóricos sobre o silêncio e a música na poesia. Max Picard concebe o silêncio como fenômeno primordial e objetivo; Santiago Kovadloff distingue o “silêncio da oclusão”, que encobre o essencial, e o “silêncio da epifania”, que desvela o mistério do real; e George Steiner entende a música e o silêncio como fronteiras do dizível, sendo a música um código profundo ao qual os poetas aspiram se aproximar.</p>Pedro Henrique Viana de Moraes
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27641Cartas cantadas na música popular brasileira
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<p>O presente artigo apresenta uma seleção de letras da música popular brasileira cujo tema são cartas escritas com diferentes finalidades, aqui chamadas cartas cantadas. A seleção reúne cartas cantadas compostas entre as décadas de 1930 e 1970. Nestes 50 anos, pode-se observar o quanto a comunicação por carta era relevante entre nós e como essas letras testemunham este período da nossa história.</p>Fred Góes
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27807O avesso do drama: a carne que resiste
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<p>O presente trabalho visa analisar contextualmente como a obra “O Avesso da Pele”, de Jeferson Tenório, e as músicas “Negro Drama” e “A Carne”, interpretadas por Racionais MC's e Elza Soares, respectivamente, dialogam entre si ao evidenciar as marcas da violência racial e estrutural, bem como as formas de resistência negra no Brasil. Para isso, faz-se necessário contextualizar as questões raciais atreladas a violência racial no Brasil como tópicos de exigência da resistência negra, além disso, identificar as representações do racismo estrutural na obra e músicas citadas a partir de experiências de exclusão, violência e estigmatização da população negra brasileira, e, por fim, compreender o diálogo entre as três obras em vista as conexões entre memória, identidade e resistência negras em vista às abordagens reconstrutivas perante a identidade e resistência negras individuais e coletivas representadas. Para a fundamentação desta análise, o estudo em questão recorreu-se aos postulados teóricos e bibliográficos como Costa e Azevedo (2016), Santos (1983) e Abreu e Moser (2023) a respeito das temáticas envolvidas quanto a violência racial e policial atreladas às ideologias de cunho racista, bem como a obra literária “O Avesso da Pele”, de Jeferson Tenório, em um panorama intertextual às músicas “A Carne”, de Elza Soares, e “Negro Drama”, de Racionais MC’s. Logo, este estudo pode contribuir não somente a respeito da abordagem a respeito da luta do negro quanto as questões raciais no Brasil contemporâneo, como também ilustra a literatura como lócus dialógicos com outras artes.</p>Igor Azevedo BezerraMaria Aracy Bonfim
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27048Transcriação poética na tradução de letra de canção: de Luiz Tatit para o francês
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<p>Quando analisamos o campo das Letras e dos Estudos da Tradução, as traduções das letras de canção de uma língua para outra estavam presentes desde séculos passados, movimentos transculturais que permitem uma aproximação de criações musicais de diferentes línguas. Considerando a tradução de canção como um campo de estudo em ascensão no Brasil, pensar a tradução de canção popular implica em uma reelaboração de procedimentos metodológicos tradutórios, que envolvem noções de melodia, de imagem e de ritmo, como nos estudos da poesia de Haroldo de Campos. Em consideração a isso, o <em>corpus</em> deste trabalho apresenta-se centrado na letra da canção popular brasileira “As Sílabas”, de Luiz Tatit, em sua tradução comentada para a língua francesa. O presente artigo objetiva propor uma tradução da canção para o francês, em que seja possível ser cantada sem alteração da melodia, para isso se baseia nas teorias de recriação propostas por Haroldo de Campos (2011) e na teoria da tradução prospectiva de Inês Oseki-Dépré (2021). Por fim, conclui-se a tradução de canção como uma forma de fomentar o campo tradutório e uma proposta inovadora para os estudos literários, ademais, torna-se uma contribuição para a propagação da cultura musical brasileira em um cenário francófono. </p>Renata de Cássia Costa FonsecaEmilie Geneviève Audigier
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e27970Notas sobre Cacaso e a tradição
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<p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho visa analisar as reconfigurações da tradição na obra de Cacaso, seja a construtiva utópico-modernizante, ligada à figura de João Cabral, seja o nacional-popular. A partir da análise de poemas de </span><em><span style="font-weight: 400;">Grupo Escolar</span></em><span style="font-weight: 400;"> e “Lero-lero”, canção de </span><em><span style="font-weight: 400;">Camaleão</span></em><span style="font-weight: 400;">, 1978, realizada em parceria com Edu Lobo, estudar-se-á como a falência de uma “aliança de classes progressista” afetou as realizações e os sentidos configurados na obra do poeta. </span></p>Matheus Tomaz
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e25814Ritos de passagem: a memória, a identidade e o feminino em Ana Paula Tavares
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<p>Propomos a discutir a importância da memória coletiva e sua relevância por meio de uma análise da obra <em>Ritos de Passagem</em>, da escritora angolana Ana Paula Tavares. Objetivamos entender como a literatura pode contribuir para a compreensão das mudanças sociais em tempos de crise e para a valorização de identidades diversas. Nesse contexto, a literatura e as concepções teóricas de autores como Inocência Mata (2007), Francisco Noa (2015), Pierre Bourdieu (2016) e Maurice Halbwachs (2006) desempenham papel fundamental. As obras literárias funcionam como espelhos sociais, levando-nos a questionar as estruturas opressivas e a encontrar o caminho para o entendimento de uma memória coletiva mais representativa e inclusiva. <em>Ritos de Passagem</em> oferece uma narrativa sobre a construção da memória coletiva, sua relação com a identidade individual e social e como a memória feminina é tão representativa e resistente na sociedade angolana. A narrativa transgeracional faz-se refletir sobre a conexão entre memória individual e coletiva, mostrando como as experiências passadas reverberam no presente. Concluímos que a memória, a identidade e o feminino são cruciais para o enfrentamento dos desafios e que a literatura desempenha um papel importante na compreensão das dinâmicas sociais e culturais emergentes em tempos de crise.</p>Kizze Nathianny Campos ViegasMárcia Manir Miguel Feitosa
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2025-12-302025-12-30163210.18764/2177-8868v16n32e28221Letras e Notas: Intersecções entre Literatura e Música I
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<p>Esse dossiê temático teve origem na colaboração entre a Universidade Federal do Maranhão e a Université Bordeaux Montaigne, na França. Professores, estudantes e pesquisadores das duas instituições realizaram o evento Musiques Brésiliennes Plurielles no âmbito da temporada cruzada França-Brasil que ocorreu de 3 a 5 de abril de 2025, com objetivo de aprofundar os estudos universitários sobre música, literatura e tradução cultural bem como levar a música brasileira e a reflexão a seu respeito para um público mais amplo na cidade de Bordeaux, no sudoeste da França. </p> <p>Partindo desse evento, decidimos continuar e aprofundar a reflexão sobre as intersecções entre música e literatura realizando esse dossiê, que busca explorar os diálogos possíveis entre palavra e melodia, investigando como as canções interagem com os textos literários e como a literatura incorpora elementos musicais em sua estrutura, temática ou estilo. O tema abarca abordagens que examinem as intersecções entre poesia e música, a influência de tradições musicais na literatura, ou mesmo as narrativas que evocam o ritmo, o timbre e as emoções da canção. </p> <p>Os textos aqui apresentados podem ampliar as pesquisas que sondam, por diferentes vias, as tensões entre palavra, som, silêncio, memória e forma. Da poesia à cena teatral, da canção à narrativa, do luto ao endereçamento, delineia-se um campo de reflexão no qual literatura e música aparecem menos como objetos isolados do que como práticas simbólicas que interrogam os limites da linguagem, da experiência e da comunicação. O conjunto revela, assim, não apenas a vitalidade dos diálogos entre artes e saberes, mas também sua potência crítica para pensar as formas contemporâneas de sensibilidade, expressão e vínculo social. Este dossiê terá ainda mais dois números.</p>Cacilda BonfimEmilie Geneviève AudigierIlana HeinebergMaria Aracy Bonfim
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2025-12-302025-12-301632Ficha técnica
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Maria Aracy Bonfim
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