A música como dramaturgia: Matriarcado de Pindorama, da Estelar de Teatro
DOI:
https://doi.org/10.18764/2177-8868v16n32e27529Palavras-chave:
dramaturgia, música, antropofagia, Teatro Oficina, Estelar de TeatroResumo
Este artigo investiga a música como dramaturgia de energias, uma dramaturgia para um teatro não dramático, entendida não como acompanhamento, mas como força estruturante do rito teatral e elemento decisivo para a transformação do espectador em agente da cena. Partimos de uma contextualização histórica do teatro brasileiro de São Paulo, do trânsito entre o musical-popular e o “teatro sério” do TBC, e do legado de José Celso Martinez Corrêa e do Teatro Oficina para a tradição do teatro de grupo de São Paulo. Por fim, apresentamos a experiência da Companhia Estelar de Teatro, especialmente na peça Matriarcado de Pindorama (2018-2020) em que a música opera como escrita polifônica e composição de energias, atravessando corpos, tempos e afetos e instaurando narrativas dissidentes.
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