Hanseníase na Paraíba, Brasil (2015-2023): um estudo epidemiológico descritivo
DOI:
https://doi.org/10.18764/2595-9549v9n19e24633Palabras clave:
Mycobacterium leprae, Hanseníase, Epidemiologia, Saúde PúblicaResumen
A hanseníase é uma doença tropical negligenciada e infectocontagiosa, causada pelos bacilos Mycobacterium leprae e Mycobacterium lepromatosis, e caracterizada por prevalecer em cenários de desigualdade socioeconômica. Aponta-se que a sua transmissão ocorre predominantemente pelo contato prolongado e contínuo com pacientes infectados, os quais eliminam os bacilos pelas vias aéreas. Segundo o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil manifesta o segundo maior quantitativo de casos detectados de hanseníase, com uma média anual de 20.000 infecções, atrás apenas da Índia (n = 100.000 casos/ano). Este estudo buscou avaliar o perfil epidemiológico da infecção por M. leprae e M. lepromatosis na Paraíba, estado do Nordeste do Brasil, de 2015 a 2023. Trata-se de uma pesquisa descritiva, quanti-qualitativa de natureza básica e retrospectiva de dados coletados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação. No período analisado, a Paraíba concentrou 5.257 casos detectados de hanseníase, com predomínio entre os homens (n = 2.958), forma multibacilar (n = 3.562), grau 0 de incapacitação (n = 2.239), idades de 40 a 49 anos (n = 919) e 50 a 59 anos (n = 896), bem como pessoas com escolaridade da 1 a 4 série incompleta do ensino fundamental (n = 908) e evolução para cura (n = 2.493). Indivíduos com idade inferior ou igual a 14 anos compreenderam 227 casos, com uma Taxa de Detecção em Menores classificada como média e alta, representando cadeia de transmissão ativa. Desta forma, apresenta-se que a Paraíba manifestou, em todos os anos, uma Taxa de Detecção geral igual ou superior a 1,2 casos de hanseníase a cada 10.000 habitantes, não atingindo as metas estabelecidas pela OMS.
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