Revista Brasileira do Caribe
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<p>A Revista Brasileira do Caribe (RBC) é um periódico acadêmico vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Maranhão e ao Grupo de Pesquisa "Estudos do Mundo Atlântico e suas Diásporas". A RBC foi fundada no ano de 2000 vinculada ao Centro de Estudos do Caribe (Cecab) da Universidade Federal de Goiás. A RBC tem como missão divulgar os resultados das pesquisas sobre o Caribe, sobre as relações do Caribe com as Américas e, especialmente, as relações do Norte e Nordeste brasileiro com o Caribe.</p> <p>A Revista Brasileira do Caribe, a partir de 2025, adota a periodicidade anual em fluxo contínuo.</p> <p>ISSN 1984-6169</p> <p><strong>Qualis/CAPES (2017-2020): A4</strong></p>Universidade Federal do Maranhãopt-BRRevista Brasileira do Caribe1518-6784<p>A Revista Brasileira do Caribe está licenciada com a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> <p><strong><a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a></strong></p> <p><br /><br /></p>Estética Diaspórica na poesia de Nancy Morejón, Conceição Evaristo e Mary Grueso Romero
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<p>Este artigo apresenta parte de uma pesquisa pós-doutoral dedicada à investigação de uma estética específica na poesia afro-latino-americana escrita por mulheres negras, denominada Estética Diaspórica. Fundamentada nos Estudos Afro-latino-americanos e em conceitos como amefricanidade, pós-memória e escrevivência, a análise concentra-se em analisar poemas escolhidos de Nancy Morejón (Cuba), Conceição Evaristo (Brasil) e Mary Grueso Romero (Colômbia). A denominada Estética Diaspórica é aqui compreendida como um conjunto de procedimentos poéticos que retomam a África como referência simbólica, ancorando-se na memória coletiva da escravização e na experiência transatlântica como rota cultural constitutiva das identidades negras nas Américas. Ao aproximar as três autoras, o artigo busca demonstrar que as poetas em análise, desde seus respectivos contextos nacionais e trajetórias pessoais, reconfiguram o passado da escravização africana e diáspora africana na Améfrica, refazendo as rotas culturais impostas por tais processos históricos, e os transformm em uma expressão estética que se estabelece como uma ferramenta de resistência e reexistência no presente. Assim, a Estética Diaspórica se consolida como prática de reafirmação da negritude, reconfigurando a história e combatendo o racismo por meio da palavra literária.</p>Giselle Maria Santos de Araujo
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2025-12-312025-12-3111610.18764/1984-6169v26e28130Rotas transatlânticas de Beatriz Nascimento
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<p>Resenha da obra Todas (as) distâncias: poemas, aforismos e ensaios de Beatriz Nascimento, organizada por Bethania Gomes e Alex Ratts, lançada em 2015 pela editora Ogum's Toques Negros. Além dos textos de Beatriz, a coletânea traz contribuições de Arnaldo Xavier, Conceição Evaristo, Christen Smith, Iléa Ferraz e Lúcia Gato. A obra Todas (as) distâncias: poemas, aforismos e ensaios de Beatriz Nascimento, contribui para aprofundar o questionamento sobre as histórias feitas por mãos brancas colonizadoras na América Latina e Caribe. Beatriz invoca intelectuais negras e negros à tarefa vital de escrever a história por mãos negras no diálogo intercultural amefricano partindo das nossas subjetividades, nos entendendo primeiramente como seres humanos e históricos e não mais como meros objetos de estudo. Bethania e Alex têm razão quando afirmam que Beatriz está voltando. Pois nas conexões ancestrais da negritude, o passado e o distante se tornam próximos quando a memória é valorizada e a evocação da sua natureza cósmica e historiadora se faz extremamente necessário na atualidade.</p>Luanda Martins Campos
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2026-01-062026-01-061710.18764/1984-6169v26e28177