Revista Educação e Emancipação http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao <p><strong>Publicação do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UFMA</strong>.</p> <p>A Revista Educação e Emancipação é um periódico do Programa de Pós-Graduação em Educação, de acesso aberto que publica trabalhos originais de pesquisadores e estudiosos brasileiros e de outros países que tratem de educação, oriundos de pesquisas, bem como ensaios teóricos e resenhas. Os conceitos e posicionamentos emitidos são de inteira responsabilidade de seus autores.</p> <p>ISSN 2358-4319</p> <p>Periodicidade: Quadrimestral</p> <p> </p> Universidade Federal do Maranhão pt-BR Revista Educação e Emancipação 1677-6097 <p><span>Declaração de Responsabilidade e Transferência de Direitos Autorais</span></p><p><span><span>Como condição para a submissão, os autores devem declarar a autoria do trabalho e concordar com o Termo de Transferência de Direitos Autorais, marcando a caixa de seleção após a leitura das cláusulas)</span></span></p><ul><li>Certifico que participei da elaboração deste trabalho;</li><li>Não omiti qualquer ligação ou acordo de financiamento entre os autores e instituições ou empresas que possam ter interesses na publicação desse trabalho.</li><li>Certifico que o texto é original isento de compilação, em parte ou na íntegra, de minha autoria ou de outro (os) autor (es);</li><li>Certifico que o texto não foi enviado a outra revista (impressa ou eletrônica) e não o será enquanto estiver sendo analisado e com a possibilidade de sua publicação pela Revista Educação e Emancipação. </li><li>Transfiro os direitos autorais do trabalho submetido à Revista Educação e Emancipação, comprometendo-me a não reproduzir o texto, total ou parcialmente, em qualquer meio de divulgação, impresso ou eletrônico, sem que a prévia autorização seja solicitada por escrito à Revista Educação e Emancipação e esta a conceda.</li></ul><p> <br /> <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-nd/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />Este obra está licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional</a>.</p> Expediente http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20380 Lélia Cristina Silveira de Moraes Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 Editorial http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20382 Lélia Cristina Silveira de Moraes Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 Percepções discentes sobre práticas escolares para a construção do projeto de vida no ensino médio http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20383 <p>Com a implementação do Novo Ensino Médio em Santa Catarina, o Projeto de Vida se consolida como unidade curricular embora não seja temática nova na Educação Básica. Neste contexto surge a presente pesquisa, buscando analisar as percepções de estudantes do Ensino Médio em uma escola da rede pública do estado de Santa Catarina, a partir de práticas escolares voltadas a incentivar a construção de seu Projeto de Vida. Para tanto, foram analisados os diários reflexivos de estudantes engajados nas práticas: Estudante Egresso, Visitas em Instituições de Ensino Superior e Simulado do Exame Nacional do Ensino Médio, que buscam criar estes espaços de construção do Projeto de Vida mesmo antes do Novo Ensino Médio. Relacionando as problemáticas do ensino médio, as proposições legais e as vozes dos sujeitos, encontram-se indicativos de que estas práticas escolares voltadas para a cidadania e o trabalho são essenciais para a construção de Projetos de Vida.</p> Camila Grimes Flávio Booz Rozane Fermino Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.14 Educação e democracia http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20386 <p>O presente artigo visa discutir a respeito das políticas educacionais, seus limites e possibilidades para além do capital. Nesse intuito, tratamos primeiramente sobre os aspectos conceituais que envolvem a compreensão da concepção de Estado, democracia e emancipação. Em seguida, discute-se sobre as políticas educacionais no contexto neoliberal. Trata-se de um estudo bibliográfico por meio de autores que se alinham a perspectiva teórica do materialismo histórico dialético, como método de análise da realidade, que tem como concepção de análise o contexto histórico e as contradições que permeiam a sociedade, vista em Mészáros (2005), Höfling (2001), Saviani (2017a, 2017b, 2020), Tonet (2018) entre outros. Como conclusão, aborda-se os desafios para superação da lógica do capital e as possibilidades das políticas educacionais por meio da emancipação humana.</p> André Dioney Fonseca Karolina Carvalho do Amarante Gilberto César Lopes Rodrigues Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.15 O ensino nos cursos superiores de engenharias http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20388 <p class="TextResumo">Este artigo tem por objetivo identificar a concepção de ensino orientada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) dos cursos de graduação em Engenharias, bem como seu nível de influência nos Projetos Pedagógicos de Cursos (PPC) de uma unidade acadêmica de Engenharias da Universidade Federal do Pará (UFPA). Trata-se de uma pesquisa documental envolvendo os documentos mencionados. O estudo compreende uma abordagem qualitativa, cujo caminho metodológico trilhado para compreensão do objeto foi a análise de conteúdo de Bardin (1977), que possibilitou, por meio da codificação, categorização e um posicionamento crítico, a realização de inferência e interpretação dos resultados. Os resultados revelam que há uma fragmentação na formação do engenheiro que privilegia a dimensão técnica-profissional, enquanto as dimensões científica, cultural e política, fundamentais à formação humana, são simplesmente renegadas. De tal modo, o ensino é concebido e orientado sob uma lógica conservadora e elitista que visa separar cada vez mais os que concebem daqueles que executam, mediante a projeção de competências e habilidades que são introduzidas nas DCN por grupos empresariais subsidiados por Organismos Internacionais (OI), e aceitas passivamente pelos cursos de Engenharias sem nenhuma inovação, ou avanços, além das competências prescritas e relacionadas apenas às necessidades mercadológicas. Assim, a docência e o processo ensino e aprendizagem nas engenharias se tornam cada vez mais reféns dos propósitos do Capital.</p> Hélio Loiola dos Santos Júnior Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.16 Contradições, heterogeneidade e formações ideológicas http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20393 <p>Este artigo é resultante de uma pesquisa realizada no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus de Campos do Jordão, no âmbito do grupo de pesquisa Linguagem, Literatura e Educação (LLE). Objetivamos propor uma leitura crítico-reflexiva e discursiva da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento normativo que estabelece parâmetros para os currículos da educação básica brasileira. Para tanto, realizamos, além de aprofundamento bibliográfico, análises acerca da formação discursiva do referido documento por meio dos dispositivos teórico-metodológicos da Análise de Discurso Francesa (AD), sobretudo apoiadas em conceitos de Pêcheux e Foucault, cunhados ao longo de suas obras. Esse modelo de análise busca evidenciar os sentidos do discurso em determinadas condições sócio-históricas e ideológicas de produção. Delimitamos para a análise a introdução da BNCC e os itens que tratam do processo do ensino de língua materna no Ensino Fundamental I. Como resultados, o trabalho analítico revelou, em caráter amplo, formações discursivas que alinham a Base ao ideário neoliberal e à Pedagogia do aprender a aprender, o que, por conseguinte, afastam-na das teorias críticas de educação, embora houvesse estratégias enunciativas, materializadas no texto do documento, que buscavam o diálogo entre concepções e mesmo o apaziguamento das contradições entre projetos diferentes para formação de sujeitos. Especificamente, as análises foram organizadas em eixos, segundo os quais observamos os conflitos discursivos que versam sobre tecnologia, alfabetização e letramento, visão de língua e de ensino de leitura. Concluímos que esses conflitos indicam contradições teóricas e ideológicas, denunciando vozes sociais que disputaram espaço no engendramento da BNCC; embate marcado pela priorização de interesses de grupos privados que participaram ativamente do processo de aprovação do documento.</p> Viviane Dinês de Oliveira Ribeiro Bartho Simone Gabriela Rodrigues Benedito Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.17 Protagonismo Juvenil e Mídias Digitais http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20394 <p class="TextResumo">Este artigo pretende analisar as práticas pedagógicas, a partir da perspectiva da <em>media literacy</em>, no período pandêmico da COVID-19 na escola estadual de ensino médio Macário Dantas, em São Geraldo do Araguaia, no Pará. A base teórica está fundamentada nos estudos culturalistas do uso da mídia de Bauer (2011), Martino e Menezes (2012), Lemos e Lévy (2010) e Buckingham (2010). O estudo interdisciplinar apoia-se no discurso da comunicação, da educação, da sociologia e da filosofia, para responder ao problema proposto. A pesquisa é qualitativa, tipo etnográfica, com abordagem metodológica de grupo focal com professores da escola. A abordagem busca compreender o entendimento da <em>media literacy</em> por parte dos docentes; a percepção do fenômeno da comunicação digital na vida das juventudes; e aplicação de práticas educativas com mídias digitais fomentadoras do protagonismo juvenil.</p> Macilene Borges da Silva Cardoso Elaine Javorski Souza Alexandre Silva dos Santos Filho Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.18 O “novo” ensino médio e Nietzsche http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20397 <p>Um dos argumentos mais utilizados pelo governo federal para justificar a necessidade da reforma do ensino médio consiste que a partir dela, a educação estaria mais voltada à vida dos estudantes. Esse argumento está pautado na medida em que se diminuiu a carga horária comum a todos os jovens e possibilitou a escolha dos “itinerários formativos” de acordo com os seus interesses e pretensões. No entanto, conforme diferentes pesquisadores do campo da educação vêm demonstrando, essa reforma segue políticas e diretrizes neoliberais. Nesse sentido, o objetivo do presente texto consiste em mostrar que se o “novo” ensino médio serve mais à vida, a concepção de vida adotada é da lógica neoliberal. Assim, busca-se contrapor a uma educação que serve à vida a partir da filosofia de Friedrich Nietzsche, principalmente do discurso de Zaratustra “Das três transmutações do espírito”. A partir de uma metodologia bibliográfica, de uma análise da legislação referente à reforma e de uma crítica-imanente da filosofia nietzschiana, pretende-se mostrar que, diferentemente da concepção da reforma, a educação pensada a partir de Nietzsche não serve à vida partindo de uma concepção pré-estabelecida de vida, mas serve ao levar os estudantes a estabelecerem os seus próprios valores e o seu próprio significado de vida.</p> Nicolle Eloisa Lemos Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.19 O que pode a vidaconhecimento na educação? http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20398 <p>À luz/sombra do pensamento complexo (MORIN, 2003b, 2007a), escrevemos sobre o que pode a <em>vidaconhecimento</em> na educação, a partir de alguns rastros da temporalidade da vida e obra do pensador Edgar Morin. A experiência da <em>vidaconhecimento </em>(JESUS, 2015) nos ajuda a acolher as diferenças, semelhanças, diversidades, igualdades, e das incertezas a partir dos princípios cognitivos da complexidade nos possibilita encontros que a educação anseia na Atualidade. A categoria tempo aparece nas obras de Edgar Morin na relação intrínseca com o conceito de complexidade, forjando a noção do tempo complexo (MORIN, 2008a) que nos possibilita pensar e habitar a educação enquanto um campo de expressão da liberdade que se move na e com as diferenças. Utilizamos da metodologia com base na pesquisa bibliográfica (SALVADOR, 1971) para mapearmos a concepção de tempo nas obras de Edgar Morin. Nos debruçamos nas trilhas desses manuscritos com o propósito de pensar como a compreensão de tempo que perpassa o pensamento de Edgar Morin nos possibilita pensar a produção de diferenças na educação. Para isso, trouxemos enquanto problema da pesquisa: O que pode a <em>vidaconhecimento</em> na educação? Entendemos que a tomada de consciência e responsabilidade sobre as vivências dos tempos favorecem ideais cada vez mais democráticos de escuta pela ética da compreensão (MORIN, 2003b) na educação.</p> Alan Willian de Jesus Luciana Pacheco Marques Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.20 Educação e resistência no contexto pandêmico http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20399 <p class="TextResumo">Este trabalho discute a resistência dos profissionais docentes da rede particular de ensino de uma faculdade no município de Horizonte, Estado do Ceará, frente os desafios do ensino remoto imposto pela pandemia. Fez-se um esforço reflexivo para se pensar a questão da educação privada no contexto remoto e as consequências para os profissionais docentes no que diz respeito a sua atuação profissional. Para isso, foi preciso recorrer ao contexto da pandemia que começou a assolar o país a partir do mês de março de 2020 e seus efeitos na vida dos profissionais da educação de modo geral, mas em específico, para o conjunto dos profissionais que fazem parte da rede de ensino particular dessa Faculdade. Dito isso, o presente trabalho se configura a partir de um estudo de caso, de natureza qualitativa, utilizando-se de relatos a partir de entrevistas virtuais que ocorreram através da rede social <em>WhatsApp</em>. Afirma-se, a partir do resultado obtido a partir da análise, que nem sempre os profissionais da educação da rede privada de ensino estão à deriva e sujeitados a todo custo às imposições do mercado educacional privado. Além disso, atuando em conjunto, podem engendrar, como mostra o caso em tela, forças e obter o resultado que almejavam frente os anseios financeiros do mercado privado do campo educacional.</p> Antonio Nacilio Sousa dos Santos Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.21 Trabalho docente http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20400 <p class="TextResumo">O artigo ora apresentado é fruto de uma pesquisa de Mestrado realizada no âmbito do Programa de Pós-Graduação Educação e Contemporaneidade (PPGEDUC) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Teve como lócus uma escola da rede pública de Salvador-Bahia; traz como principal inquietação a compreensão das professoras acerca do trabalho docente, ao tempo em que evidencia a complexidade que envolve a profissão docente e aponta elementos que contribuam para a compreensão da importância da formação contínua a partir do contexto vivido na escola. Trata-se em um estudo de caso com abordagem qualitativa, por meio dos dispositivos entrevistas e grupo de discussão, e apresenta fundamentos teóricos associados às falas das professoras. Os resultados, a voz e a vez das professoras apontam compreenderem-se profissionais, sujeitas de uma atividade complexa, que se dispõem ao trabalho e que compreendem trabalho docente como forma de inscrição no mundo, agregando competência, conhecimento, responsabilidade e ética.</p> Claudia Urpia Rosa Dídima Maria de Mello Andrade Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.22 Entre tempos e espaços formativos http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20401 <p class="TextResumo">O texto apresenta os resultados de um estudo sobre a alternância pedagógica no contexto da Licenciatura em Educação do Campo da UFPA com base na experiência do Campus de Cametá, no nordeste paraense. Privilegiando-se a Pedagogia da Alternância como estratégia de formação de professores buscou-se compreender em que medida as dinâmicas de Tempo Comunidade (TC) vivenciadas pelos discentes do Polo Igarapé-Miri têm sido assumidas enquanto espaço-tempo formativo na construção de conhecimento. Da análise restaram identificados, por um lado, o potencial político-pedagógico dessas dinâmicas na formação de professores para as escolas do campo, de outro, as contradições e limites que emergem de seu contexto, sobretudo as que dizem respeito à compreensão dos discentes sobre os territórios sociais adotados enquanto ambientes educativos e o consequente engajamento nas ações que esses espaços demandam.</p> Isaac Fonseca Araújo Keila de Jesus Pantoja dos Santos Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.23 O uso pedagógico de tecnologias digitais da informação e comunicação na educação infantil de escolas públicas http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20402 <p class="TextResumo">As Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) estão próximas de pessoas adultas e de crianças, e de diferentes formas nos dias atuais. Por exemplo, em eletrodomésticos e brinquedos. Devido a isso e a outras razões, nos últimos anos, diferentes governos têm incentivado o uso de TDIC nas escolas, desde a Educação Infantil. A partir dessa realidade, essa pesquisa foi organizada com o objetivo de verificar as percepções de gestores/as e professores/as a respeito das TDIC e de seu uso nas práticas pedagógicas da sala de aula de Educação Infantil. Buscou-se responder a seguinte questão-problema: De que forma as TDIC têm sido compreendidas e utilizadas na Educação Infantil em escolas públicas? Para alcançar esses objetivos, fundamentados no método Materialista Histórico-Dialético, foi desenvolvida pesquisa com coleta de dados envolvendo entrevistas e questionários com participantes de quatro escolas municipais de Educação Infantil da cidade de Inhumas, em Goiás. Foi possível inferir que há um reconhecimento quanto à pertinência e o desejo pela integração e uso de TDIC em situações pedagógicas da Educação Infantil, mas sua concretização é insipiente. Em torno de 30% dos participantes da pesquisa inspiram um discurso instrumental e/ou determinista a respeito das TDIC, associando a inovação pedagógica somente a esses usos. Outra parte reconhece tais tecnologias como importante parte cultural, sem ser o determinante de tal inovação. As dificuldades mais citadas para tal integração foram falta de melhorias na infraestrutura tecnológica das escolas, insuficiente formação continuada de professores e pouco comprometimento dos governantes com a contínua manutenção desses eixos na escola.</p> Renata Luiza da Costa Divina Célia Stival Fortunato Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.24 A docência dos professores alfabetizadores http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20403 <p class="TextResumo">Neste artigo, articulamos os estudos sobre a alfabetização e a docência contemporânea, com foco na relação entre Educação Infantil e os Anos Inicias do Ensino Fundamental, tendo como lente analítica a perspectiva <a name="_Hlk77168085"></a>hipercrítica. Buscou-se problematizar e pensar de outros modos a ação docente, as concepções de culturas infantis e culturas escolares. Interessamo-nos em analisar como são desenvolvidas as ações dos professores que recebem os alunos da Educação Infantil e conhecer as suas expectativas pedagógicas, tanto para o contexto pandêmico, quanto para o retorno pós-pandemia. Nossa metodologia é composta pela ferramenta teórico-analítica denominada Pesquisa (De)Formação, onde foram produzidas 15 narrativas de professores alfabetizadores, no decorrer de um curso de extensão realizado em uma rede pública da região metropolitana de Porto Alegre, no ano de 2020. Como resultados, é possível perceber nas docências contemporâneas uma tentativa de homogeneização das aprendizagens. No contexto pandêmico e pós-pandêmico, entendemos que a heterogeneidade irá aumentar consideravelmente, pois muitas crianças não tiveram acesso à escola, nem por meio do ensino virtual, e muitas famílias apontaram dificuldades em auxiliar seus filhos nas tarefas escolares. As pesquisas já apontam para os desafios do retorno presencial. Nesse sentido, deixamos o desafio de pensar de outros modos as múltiplas dimensões do aprender e a potência da heterogeneidade, em especial no retorno as aulas presenciais. Esse exercício de problematização não significa apenas ir contra algo, mas desnaturalizar as verdades constituídas sobre a infância, sobre ensino e aprendizagem, sobre a docência e sobre a transição da EI para o EF.</p> Sabrine Borges de Mello Hetti Bahia Samantha Dias de Lima Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.25 O servidor técnico-administrativo em educação cotista racial na UFSC http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20406 <p class="TextResumo">O presente artigo é resultante de uma pesquisa sobre o servidor técnico-administrativo em educação cotista racial na UFSC. A pesquisa tem como objetivo compreender como se materializa as diretrizes da Política Institucional de Acesso, Inclusão e Permanência dos Servidores Técnico-Administrativos em Educação (STAE) Cotistas Raciais na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a partir do olhar dos gestores. Para fundamentar esta pesquisa, são apresentadas a revisão bibliográfica da Política Institucional e a Política Pública de Acesso, Inclusão e Permanência de Servidores Cotistas Raciais no Serviço Público. A pesquisa caracteriza-se por ser qualitativa, com aplicação de entrevistas semiestruturadas com gestores ocupantes de cargos estratégicos na Instituição. Os resultados apontam que, ao mesmo tempo que a Universidade é inclusiva conforme a legislação vigente de ingresso de servidores cotistas raciais, a mesma nega a inclusão por falta de uma Política Institucional de Inclusão e Permanência de Servidores cotistas raciais na Instituição.</p> Artur Rocha Silva Carla Cristina Dutra Búrigo Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.26 A experiência de morar na residência universitária da UVA a partir da narrativa (auto)biográfica de um acadêmico http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20407 <p>A Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA tem mais de cinquenta anos de existência. Mas, o Programa de Assistência Estudantil – PAE – do Governo do Estado do Ceará, foi criado há quatro anos. Qual o impacto desta experiência na vida dos acadêmicos? Portanto, esta pesquisa consiste na escuta e análise da narrativa (auto)biográfica de um acadêmico com a finalidade de identificar as dificuldades e facilidades da sua experiência formativa pessoal e acadêmica como morador da residência universitária da UVA. O aporte teórico foi baseado principalmente em Coulon (2017) com o conceito de permanência universitária; assim como Sampaio (2015) e Silva (2019), Larossa (2011; 2002); Astigarraga (2010; 2017), Bragança (2011) e Delory-Momberger (2006). Verificamos que a universidade é um espaço formativo importante, pois facilitou a passagem da graduação à pós-graduação (mestrado), após o acadêmico superar as dificuldades de viver longe da família e de ampliar a sociabilidade dentro da residência com os colegas. Para isso, o PAE – principalmente residência e restaurante universitários – foi essencial no processo de acesso, permanência e conclusão de um acadêmico da classe trabalhadora, oriundo de um município, no entorno de Sobral, onde a UVA está situada. Este resultado poderá ser verificado em uma pesquisa posterior, amplificada com mais acadêmicos/as do mesmo contexto sócio-econômico-cultural.</p> Andrea Abreu Astigarraga Bruna Géssica Oliveira Rosely Monte Souza Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.27 Desafios da educação na construção dos sentidos de direitos humanos http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20408 <p class="TextResumo">Este artigo discute, tomando como referência pesquisas bibliográficas, a construção de sentidos atribuídos ao termo Direitos Humanos. O objetivo do estudo foi analisar os desafios de educação em direitos humanos na ressignificação dos sentidos e continuidade pela luta pelos direitos sociais e humanos. Ademais, defendemos, com base em Lopes (2012), que os significados de Direitos Humanos são resultados de demandas e negociações políticas e construídos contextualmente. Teoricamente, dialogamos com uma base que prima pelo descentramento conceitual, principalmente com Laclau (2011) e Lopes (2012), do termo Direitos Humanos, que pode assumir diversos significados construídos no contexto social, a partir de demandas, influências e negociações de sentidos. Chamamos atenção para o papel da educação em direitos humanos na reflexão e problematização dos significados de Direitos Humanos, principalmente de sua ressignificação e luta contra-hegemônica do termo, alertando que os sentidos são construídos por meio de conflitos e interesses aflorados discursivamente.</p> Jean Mac Cole Tavares Santos Erivelton Nunes de Almeida Suzana Paula de Oliveira Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24 10.18764/2358-4319v15n2.2022.28 Edição Completa http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/reducacaoemancipacao/article/view/20409 Lélia Cristina Silveira de Moraes Copyright (c) 2022 http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-11-24 2022-11-24