Afluente: Revista de Letras e Linguística http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente <p>Afluente: Revista de Letras e Linguística, em formato eletrônico, foi criada em 2015 pela Coordenação de Letras, da Universidade Federal do Maranhão, campus Bacabal, com o objetivo de promover e divulgar pesquisas nacionais e internacionais sobre Linguística, Teoria Literária, Estudos Comparados, Língua Portuguesa, Ensino de Literatura e Língua Portuguesa e, por fim, Língua Brasileira de Sinais.</p> <p>Atualmente, publica dois números por ano, constituídos sobretudo de artigos, resenhas, ensaios e entrevistas nacionais e/ou internacionais.</p> <p>O periódico recebe trabalhos <strong>inéditos</strong> (artigos, resenhas e ensaios) em suas duas seções, Estudos Linguísticos e Estudos Literários. A <strong>Afluente </strong>recebe trabalhos <strong>apenas</strong> de professores <strong>doutores. </strong>Mestres, mestrandos e doutorandos podem submeter textos desde que em <strong>coautoria com um professor doutor.</strong> A recepção de artigos dá-se em fluxo contínuo, com publicações em junho e dezembro.</p> <p>Eventualmente, pode haver publicações temáticas com chamadas e prazos específicos.</p> <p class="default">As línguas aceitas para publicação são o português, o inglês, o espanhol e o francês. Conceitos e opiniões contidos nos trabalhos submetidos à <strong>Afluente</strong> são de responsabilidade de seus autores.</p> <p class="default">ISSN 2525-3441</p> <p class="default">Periodicidade: Semestral</p> <p class="default"><strong>Qualis/CAPES (2017-2020): A4 </strong></p> pt-BR <p>Direitos autorais Afluente: Revista Eletrônica de Letras e Linguística <br /><br /><img src="http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/management/settings/distribution/undefined" alt="" /></p> <p>Este trabalho está licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional</a>.</p> <p> </p> afluente@ufma.br (Luís Serra) periodicoseletronicos@ufma.br (Equipe do Portal de Periódicos UFMA) qui, 10 ago 2023 00:00:00 -0300 OJS 3.2.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 A ABORDAGEM DA LEITURA, NA PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR, COMO INSTRUMENTO DE INTERVENÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA LEITORA DO DISCENTE http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21462 <p>Este artigo é parte da pesquisa em sala de aula motivada pela observação do problema da dificuldade de compreensão e interpretação de texto, notada em alunos do Ensino Fundamental II. Ler autonomamente é tarefa distante da prática de alguns discentes. Surgiu, então, a pergunta: “Que práticas pedagógicas do docente podem favorecer a formação do leitor autônomo?”, para a qual levantamos a hipótese de que, executando atividades direcionadas para o ensino da leitura, o estudante pode construir e desenvolver sua autonomia leitora. O fundamento teórico para o estudo acerca do abordado envolveu conceitos sobre a educação voltada para o desenvolvimento da autonomia leitora do discente e para a compreensão do papel do docente, como mediador desse processo (Lerner [2002]), leitura – aspectos biológicos e cognitivos – (Dehaene [2012], Kleiman [2011] e Solé [1998]), e letramento (Cagliari [2004], Brasileiro [2014], Freire [2011] e Soares [1998]). A partir desse estudo, consideramos a abordagem da leitura, na prática pedagógica do professor, como possível instrumento de intervenção para desenvolver a autonomia leitora do discente.</p> ANA CRISTINA SANTOS PEIXOTO, GISELE Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21462 qui, 10 ago 2023 00:00:00 -0300 A LEITURA COMPARTILHADA DE LIVROS COMO ESTRATÉGIA PARA O DESENVOLVIMENTO BILÍNGUE NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21514 <p><span style="font-weight: 400;">É recente o crescimento da oferta de educação bilíngue desde a Educação Infantil. No Brasil, tal fato é evidenciado pela busca pelo ensino de Língua Inglesa (LI) como segunda língua (L2) tanto na Educação Infantil quanto nos anos iniciais. Pesquisas atuais observam que a leitura compartilhada (LC) de livros nessas etapas do desenvolvimento contribui para o desenvolvimento linguístico e cognitivo das crianças, permitindo que se preparem para a aprendizagem da leitura na primeira língua (L1). No presente trabalho, perguntamo-nos se a LC poderia contribuir também para o desenvolvimento linguístico - oral e escrito - em L2, investigando seu uso como estratégia no ensino bilíngue em escolas de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental. A partir da busca e da análise dos principais achados sobre o tema, é possível afirmar que a LC abre janelas de oportunidades para: ampliar o conhecimento de palavras e de seus contextos de uso; as habilidades de compreensão auditiva; o conhecimento de mundo; a compreensão da estrutura da história; aumentar a consciência linguística e o conhecimento da escrita, familiarizando a criança com as letras e seus respectivos sons (DESHMUKH et al., 2019; GABRIEL; MORAIS, 2017). Diante do cenário apresentado, considerando que o ensino bilíngue requer o desenvolvimento de conhecimentos utilizando a L2, e que a leitura, enquanto experiência, é constituída por processos de significação através de diferentes contextos, podemos afirmar que a combinação da LC com o ensino bilíngue é potencialmente eficiente.</span></p> Sabrine Amaral Martins Townsend, Kadine Saraiva de Carvalho, Aline Pereira Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21514 seg, 28 ago 2023 00:00:00 -0300 DA ESCRITA À LEITURA: http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21693 <p>Os avanços tecnológicos e o surgimento das redes sociais possibilitaram tanto a emergência de novos gêneros discursivos, quanto a reinvenção de gêneros que já existiam. Nesse cenário, identifica-se a poesia visual da escritora Clarice Freire, publicada no <em>Instagram</em>, como um exemplo de gênero que combina múltiplas semioses para a construção de sentidos. Diante disso, o presente artigo se justifica pela necessidade de aprofundar as pesquisas acerca das práticas discursivas digitais e tem como objetivo discutir sobre o discurso multissemiótico da poesia visual de Clarice Freire no <em>Instagram</em> e suas contribuições para o processo de leitura de textos digitais. Para alcançá-lo, a metodologia adotada foi a qualitativa, do tipo estudo de caso, acerca da poesia visual da autora Clarice Freire no <em>Instagram</em>. A fundamentação teórica se baseia na Análise Dialógica do Discurso de Bakhtin e nas suas concepções de gêneros, bem como no aporte teórico de Santaella para a caracterização da multimodalidade e dos tipos de leitores. Como resultados, houve a seleção de quatro textos, sobre os quais se realizou a discussão acerca dos aspectos multissemióticos do discurso da autora. Por fim, concluiu-se que a articulação de múltiplas semioses aliada à veiculação dos textos nos meios digitais potencializa a multimodalidade desse gênero que tem cada vez mais se reinventado na realidade virtual.</p> Cristina Mesquita, Roberta Varginha Ramos Caiado Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21693 qua, 30 ago 2023 00:00:00 -0300 Leitura em língua estrangeira no ensino superior: http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21517 <p>Este texto se caracteriza por ser o relato de uma experiência vivenciada no Curso de Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina, no ano letivo de 2020, na disciplina de <em>Língua Espanhola para o Jornalismo</em>. A proposta é refletir sobre aquilo que é relevante no ensino de leitura no âmbito do ensino de língua, com foco em Língua Estrangeira, bem como na formação do profissional de Jornalismo. O referencial teórico traz os pressupostos de Michèle Petit (2009) e Rosana Acquaroni Muñoz (2004), em diálogo com outros autores, e apresenta o conceito e a caracterização da leitura na Educação Formal e na aprendizagem de Língua Estrangeira. Por fim, segue o relato de três atividades realizadas na referida disciplina. A análise dos resultados sinaliza que os alunos demonstraram contar com significativas ferramentas de compreensão leitora. Por meio das atividades realizadas, puderam ampliar e aprimorar sua competência leitora e intercultural, bem como estabelecer discussões intertextuais e interdisciplinares que contribuem com sua formação cidadã, acadêmica e profissional.</p> Débora Luise Souza Xavier, Sheila Oliveira Lima Lima Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21517 qua, 30 ago 2023 00:00:00 -0300 RELAÇÃO ENTRE LINGUAGEM ORAL E DESENVOLVIMENTO DA COMPREENSÃO LEITORA: http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21476 <p class="Default" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt; font-family: 'Times New Roman',serif; color: windowtext;">Neste artigo, exploramos a relação entre a linguagem oral e o desenvolvimento da compreensão leitora, com o objetivo de demonstrar a conexão entre a linguagem oral e os elementos-chave da literacia: decodificação, vocabulário e escrita. Com base em uma pesquisa bibliográfica, discutimos estratégias que promovem o aprimoramento da linguagem oral dos alunos e, por conseguinte, sua compreensão e produção oral e escrita. Destacamos também a importância da linguagem oral ao ajudar os alunos a organizar seus pensamentos, selecionar palavras adequadas e formar frases coerentes, habilidades cruciais também para a escrita. Argumentamos ainda que uma instrução focada na linguagem oral é essencial para o sucesso dos alunos na leitura, pois, ao priorizar estratégias instrucionais que estimulem a linguagem oral, os professores auxiliam os alunos a expressar suas ideias, expandir seu vocabulário e desenvolver sua consciência fonológica e sua fluência. </span></p> Marcia Andréa Almeida de Oliveira Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21476 dom, 17 set 2023 00:00:00 -0300 Compreensão leitora de pessoas com T21: http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21686 <p>Objetivamos investigar a compreensão leitora de pessoas com a Trissomia do cromossomo 21 (T21), com base em análise racional do teste cloze. Três pessoas com T21 participaram deste estudo, com idades entre 15 e 18 anos, cursando entre o 7º e o 9º do ensino fundamental II, em rede regular de ensino. Todos foram submetidos a três testes cloze: um rígido (TAYLOR, 1953) e dois racionais (KLEIMAN, 1989). Em cada teste, os participantes tinham que preencher dez lacunas, recuperando palavras apagadas do texto original. Os dados foram analisados, seguindo modelo da escala de aceitabilidade sintática e semântica (CLARKE E BURDELL, 1977 apud LEFFA, 1996). Nossos resultados mostraram baixo desempenho dos três participantes no preenchimento das lacunas, já que observamos pouca aceitabilidade sintática e semântica das palavras usadas para preencher as lacunas. Isso demonstra dificuldades em usar o contexto e o conhecimento de mundo para recuperação de significados e o conhecimento linguístico para relacionar as palavras escolhidas com termos presentes no texto, causando, assim, problemas na compreensão leitora. Acreditamos que essas dificuldades estão relacionados com as especificidades da pessoa com T21, como atraso cognitivo, comprometimento de linguagem e de memória, as quais contribuem para dificuldade na elaboração de inferências, uso demasiado de análise-síntese e uso inadequado e/ou inexistente de estratégias metacognitivas.</p> Glaubia Ribeiro Moreira, Marian Oliveira Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21686 dom, 17 set 2023 00:00:00 -0300 ASPECTOS DA APRENDIZAGEM E PRODUÇÃO ESCRITA DO PORTUGUÊS COMO L2 DOS SURDOS http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21757 <p>O presente estudo é proveniente de pesquisa de dissertação em andamento pela qual foi possível compreender aspectos do processo de aprendizagem e produção escrita do português pelos surdos. O estudo ancorou-se nas pesquisas de Lacerda (2006), Faria-Nascimento (2006), Gesser (2009), Crato e Cárnio (2009), Santos (2011), Strobel (2015), Streiechen e Krause-Lemky (2014), Faria-Nascimento <em>et al.</em> (2021) e Silva e Seabra (2022). A&nbsp;metodologia foi baseada nos apontamentos de Paiva (2019). Trata-se de pesquisa exploratória, com abordagem qualitativa e método bibliográfico. As análises e discussões apontam inadequações nas concepções e metodologias empregadas no ensino do português escrito para surdos, nas chamadas escolas inclusivas, resultando em uma produção escrita considerada, muitas vezes, atípica, falha ou deficitária, contribuindo para a estigmatização da escrita dos surdos. Diante desse cenário, emerge uma “nova concepção” para o ensino do português escrito como segunda língua para os surdos, o Letramento Visual, inserido no âmbito da Pedagogia Visual, desenvolvidos, conforme as especificidades visuoespaciais da língua de sinais.</p> Elton César Soeiro Maramaldo Júnior, Monica Fontenelle Carneiro, Sandra Patrícia Faria do Nascimento Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21757 seg, 18 set 2023 00:00:00 -0300 LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA E CLUBE DA LEITURA http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21507 <p>o presente trabalho tem o objetivo de dissertar sobre a formação de leitores literários no ensino superior a partir de uma prática de leitura literária mediada por tecnologias digitais de informação e comunicação, desenvolvida em um curso de extensão do Centro de Idiomas da Universidade -&nbsp; “A África em contos: um clube da leitura” - para a divulgação da Literaturas africanas do PALOP: Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, por meio do gênero literário conto. Desse modo, o arcabouço teórico apoiou-se em nas discussões sobre letramento literário (Cosson, 2014), sobre europeização da cultura (Gonzalez, 2018) e sobre clubes da leitura on-line (Britto, 2022). A metodologia empregada foi a de Cosson (2014), com a sequência didática básica do Letramento literário. A partir dessa base teórica-metodológica, o curso foi realizado durante os meses de outubro a dezembro de 2022, semanalmente, pelo Google meet, em que os alunos leram e discutiram contos de autores dos países africanos de língua portuguesa. O resultado desse clube da leitura on-line foi uma série de vídeos produzidos individualmente pelos participantes e postados no Instagram. Essa prática literária demonstrou-se como uma ação eficaz de formação de leitores literários por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação no ensino superior.</p> Zilda Dourado Pinheiro Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21507 sáb, 30 set 2023 00:00:00 -0300 EDUCAÇÃO LITERÁRIA: http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21391 <p>O presente artigo discorre sobre uma proposta de mediação de leitura realizada em uma turma de 1º ano, do 1º Ciclo do Ensino Básico, em uma escola pública portuguesa, cujo objetivo cujos objetivos foram contribuir para o desenvolvimento da capacidade dos estudantes de ler textos de diferentes linguagens e expandir o seu repertório literário, cultural e artístico. Para isso, baseamo-nos em pressupostos metodológicos do <em>Literature based reading program</em> (YOPP; YOPP, 2014), e elegemos duas obras brasileiras: o livro-álbum <em>O voo da asa branca</em> (SOUD, 2012) e a canção <em>Asa branca</em> (GONZAGA; TEIXEIRA, 1947). Como resultados, as crianças realizaram procedimentos de leitura sofisticados. &nbsp;</p> Patrícia Cardoso Batista, Ângela Balça , Sheila Oliveira Lima Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21391 dom, 12 nov 2023 00:00:00 -0300 LEITURA E ESCRITA JUNTO A ALUNO COM CONDIÇÕES PECULIARES DE APRENDIZAGEM EM CONTEXTO DE INCLUSÃO http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21280 <p>Com base nos pressupostos do Círculo de Bakhtin, neste artigo, tem-se por objetivo discutir a expansão da consciência socioideológica do professor em situação de ensino a aluno que apresenta condições peculiares de aprendizagem, a partir de práticas de formação colaborativa com ênfase na leitura e na escrita, pautadas em um plano social, valorativo e ideológico da língua(gem). Trata-se, assim, de uma pesquisa qualitativa e interpretativa, na perspectiva de um estudo de caso, a levar em conta a prática de um professor, de 4º ano, do ensino fundamental de uma escola pública, em sala de aula que apresenta um aluno com condições peculiares de aprendizagem. Os dados são provenientes de um trabalho colaborativo desenvolvido com o professor em nível teórico, metodológico e prático, tendo como cerne as atividades de leitura e escrita. Os resultados apontam que: a) o professor busca alternativas em sala de aula que possam promover o desenvolvimento da leitura e da escrita do aluno com condições peculiares de aprendizagem; b) as interações discursivas entre professor e pesquisador, no trabalho colaborativo, propiciaram a expansão da consciência socioideológica do professor no ensino da leitura e da escrita em sala de aula, sob uma ótica dialógica, contribuindo para que todos os alunos compreendam e trabalhem a língua(gem) em sua integridade viva.</p> Cristiane Malinoski Pianaro Angelo, Eliziane Manosso Streiechen Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21280 ter, 31 out 2023 00:00:00 -0300 FAKE NEWS NO PROCESSO ELEITORAL BRASILEIRO DE 2018 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21197 <p>Este trabalho tem o objetivo de analisar os efeitos de sentido materializados em uma Fake News retirada da agência de checagem de notícias, APF (2018), que circulou nas vias midiáticas durante as eleições presidenciais brasileiras de 2018. Nosso aporte teórico metodológico ancora-se, sobretudo, nos trabalhos derivados da análise do discurso de filiação pecheutiana, a partir do qual mobilizamos as noções de formação discursiva e de memória discursiva. Os gestos de descrição e interpretação mobilizados na análise mostram a formação discursiva do político corrupto, atualizando a memória discursiva do acontecimento histórico dos processos do Mensalão e Operação Lava Jato, que culminou na prisão do ex-presidente Lula. A movimentação de sentido da materialidade instaura a elaboração de uma rede discursiva, convocando sítios de significância que fazem retomar os já ditos “Lula ladrão” e “Bandido bom é bandido morto” cujos sentidos apontam um discurso moralista atravessado pelo discurso de ódio que fabrica a retórica do cidadão de bem versus cidadão do mal.</p> Andréia Muniz Lisboa, Thiago Barbosa Soares Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21197 qua, 01 nov 2023 00:00:00 -0300 UMA LEITURA DISCURSIVA DE A TRISTE PARTIDA http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21309 <p>A literatura de cordel é representante da cultura popular brasileira e, principalmente, da nordestina. Um dos seus maiores e mais reconhecidos representantes é Antônio Gonçalves da Silva, Patativa do Assaré. Sua obra poética apresenta fortes marcas de regionalidade e por meio de uma linguagem simples, narra situações cotidianas e comuns do sertão nordestino. Considerando esses aspectos, este trabalho tem como objeto a escrita poética de <em>A triste partida</em>, cuja temática é a emigração do nordestino para o sudeste do Brasil. Por meio desta análise, aspiramos responder ao questionamento, como é retratado o nordestino retirante no discurso poético da <em>A triste partida</em> de Patativa do Assaré? O objetivo desta leitura é analisar, por meio da constituição discursiva da imagem do retirante nordestino, como o discurso de crítica social se materializa no poema. Como objetivos específicos pretendemos reconstituir a imagem do nordestino retirante no cordel, tendo como referência o conceito de formação imaginária; investigar se outros discursos atravessam o discurso sobre a imigração no cordel <em>A triste Partida</em>; e por fim examinar se discurso de denúncia social mostra-se no cordel. O <em>corpus </em>é constituído pelo poema <em>A triste Partida </em>que foi analisado com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Análise do Discurso. Assim, fundamentam está pesquisa Pêcheux (2009, 2014, 2015, 2015a, 2016), Orlandi (2012, 2012a) e Brandão (2004). Ao realizarmos a leitura do poema, observamos a presença de diferentes discursos como o religioso, o de classe, o patriarcal e da emigração, em passagens do poema que expressam crenças e experiências vivenciadas pelo sujeito. &nbsp;</p> Valnecy Oliveira Corrêa, Alexia da Silva dos Santos Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21309 qui, 02 nov 2023 00:00:00 -0300 LEITURA COMO EXPERIÊNCIA CRÍTICA E EMANCIPATÓRIA http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21214 <p>No ambiente escolar, ainda podemos identificar a falta de interesse dos estudantes por obras literárias, bem como as dificuldades de leitura e compreensão de textos independente do gênero textual trabalhado em sala de aula. Nesse sentido, o presente artigo, de natureza teórico-bibliográfica, tem como objetivo discutir a concepção de leitor-problematizador, sob a abordagem interdisciplinar entre Literatura e Filosofia<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>, apresentando uma proposição ao ensino de leitura escrita, a partir da obra <em>Quarto de despejo: diário de uma favelada,</em> da escritora Carolina Maria de Jesus.&nbsp; Acreditamos que a construção do perfil leitor-problematizador pode oportunizar experiências de ensino-aprendizagem que fomentem a atividade de leitura e escrita enquanto experiência formadora e emancipatória do sujeito, visando à formação não apenas de leitores críticos de sua realidade, mas capazes de confrontá-la e transformá-la.</p> <p>&nbsp;</p> Ana Patrícia Sá Martins, Leonardo Silva Sousa Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21214 ter, 07 nov 2023 00:00:00 -0300 APONTAMENTOS SOBRE A LEITURA NA BNCC http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21624 <p>As propostas e políticas curriculares exercem grande impacto nos espaços escolares, pois orientam não só as práticas pedagógicas como também a elaboração de materiais didáticos e as ações de formação inicial e continuada. Assim, o objetivo geral desse artigo é identificar e analisar a concepção de leitura proposta pela BNCC do Ensino Fundamental II (2017). Para atingir o objetivo, realizamos uma análise documental com foco no <em>Eixo Leitura </em>presente na área de linguagem do componente curricular Língua Portuguesa. Teoricamente, partimos da concepção dialógica de língua (gem) advinda do Círculo de Bakhtin, bem como dos diferentes enfoques de estudo sobre leitura no campo da Linguística Aplicada. Concluímos que a BNCC apresenta uma mescla de concepções teóricas – dialógica e cognitivista -, exigindo dos professores, produtores de materiais didáticos e dos formadores de professores, uma fundamentação teórica consistente para que possam promover práticas e materiais didáticos que contribuam, efetivamente, para a formação de alunos-leitores responsivos e construtores de sentido.</p> Cleber Ferreira Guimarães Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21624 dom, 12 nov 2023 00:00:00 -0300 DA PROPOSTA À REDAÇÃO NOTA MIL DO ENEM 2019: http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21717 <p>o presente artigo versa pelas marcas estruturais que compõem uma redação nota mil do ENEM em relação com a proposta de redação. Para tanto, nos pautamos no trabalho de Paiva (2020); e, dentro da perspectiva da Análise de Discurso, recorremos às contribuições de Authier-Revuz (1990, 2004), Pêcheux (1995) e de Charaudeau (2009). O <em>corpus</em> foi constituído por uma redação nota mil do ENEM 2019. A respeito dos resultados, observando os aspectos de estratégias argumentativas, seguimos pela forma estrutural que a redação se configura; e observamos estrutura e composição da proposta de redação e sua relação com a produção dos textos.</p> Renata Paiva; Sulemi Fabiano Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21717 sex, 15 dez 2023 00:00:00 -0300 Reflexões sobre a interferência da fala na leitura de alunos do oitavo e do nono ano de uma escola pública do município de Imperatriz-MA http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21722 <p>Essa pesquisa investigou os fenômenos que ocorrem na oralidade de alunos do oitavo e nono ano de uma escola pública periférica no município de Imperatriz – Maranhão. Analisou se quando o aluno lê, transfere marcas da oralidade para a leitura ou se tem uma leitura monitorada e é fiel ao que está escrito. Analisou também como é tratada a variedade linguística em sala de aula e a postura do professor e dos alunos em relação à variação linguística presente no âmbito escolar, posto que esta análise se liga diretamente a contextos de fala e leitura. Para tanto, a análise é fundamentada em teóricos como Labov (1972/2008); Bortoni-Ricardo, (2004, 2005, 2006); Bagno (2002, 2003, 2007, 2012, 2013), <em>interallia</em> e dados do INEP/MEC. A pesquisa mostra os traços de oralidade mais frequentes na leitura dos alunos que foram observados. Os alunos colaboradores foram de escolas periféricas, que têm menos acesso à linguagem considerada como culta, por isso, tendem a variar mais ao usar a língua de forma oral, mesmo quando leem. Cabe, então, ao professor acompanhar esta atividade para mediar o uso da língua culta, que é responsabilidade da escola ensiná-la. Quando o aluno entende mais os aspectos linguísticos, quando lê e compreende, ele pode sair-se melhor em todos os componentes curriculares. Ele dominará melhor o uso da modalidade culta da fala, da escrita e será mais fiel ao que está escrito, quando for ler. Este estudo é considerado relevante não só porque a legislação oficial concernente ao ensino de língua na educação básica mostra a necessidade de se refletir sobre os fenômenos da linguagem, em especial os relacionados à questão da variedade e variação linguística, mas por poder colaborar com o trabalho docente, apresentado reflexões sobre o uso que os alunos fazem da língua.</p> <p><span style="text-decoration: line-through;">&nbsp;</span></p> Maria da Guia Taveiro-Silva, Laila da Silva Feitosa , Neliane Raquel Macedo Aquino Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21722 sáb, 30 set 2023 00:00:00 -0300 O LEDOR SIMBÓLICO, O ICÔNICO E O INDICIAL http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21520 <p><span style="font-weight: 400;">Narrador, locutor, ator, leitor ou ledor: no contexto dos audiolivros, esses são alguns dos principais termos utilizados para definir o agente da voz responsável por realizar a leitura em voz alta de um texto nesse tipo de mídia. Em vista desse cenário, o presente artigo busca definir qual, dessa lista, melhor se encaixa conceitualmente à essa entidade, além de estabelecer os diferentes tipos de performances vocais possíveis de serem percebidos em produtos de mídia desse formato auditivo. Sendo parte integrante de uma pesquisa maior de Doutoramento que tem por foco, justamente, os audiolivros a partir da perspectiva dos Estudos de Intermidialidade por meio da teoria proposta por Lars Elleström (2021), junto a outros autores com proposições complementares, o presente artigo apresenta, em um primeiro momento, as relações entre o corpo humano enquanto uma mídia técnica de exposição. Em seguida, argumentamos os porquês do termo leder ser, entre as possibilidades, a que melhor define o agente da voz. A partir daí, expandimos tal nomenclatura a três tipos de ledores possíveis de serem encontrados nos produtos de audiolivro, com base na semiótica peirciana, os quais denominamos de ledor simbólico, ledor icônico e ledor indicial. Ao fim, apresentamos as conclusões chegadas com esse estudo e as possibilidades de desdobramentos a partir dele.</span></p> Jaimeson Machado Garcia, Ana Cláudia Munari Domingos Pelisoli, Ângela Cogo Fronckowiak Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21520 sáb, 30 dez 2023 00:00:00 -0300 A CONSCIÊNCIA SOCIOIDEOLÓGICA E A PRODUÇÃO VALORADA DO DISCURSO NA ESCRITA DE ALUNOS DO 8º ANO http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21728 <p>Este estudo objetiva refletir sobre a constituição da consciência socioideológica e da produção valorada do discurso, bem como o grau de conhecimento dos alunos em relação à forma arquitetônica atrelada aos elementos constitutivos do gênero discursivo poema-protesto na produção textual de alunos do 8º ano. À luz da Linguística Aplicada, o trabalho pauta-se na concepção dialógica de língua e linguagem e sua abordagem sociológica, valorativa, cultural e ideológica – proposta pelo Círculo de Bakhtin, além de autores e pesquisadores que seguem esta vertente. Em termos metodológicos, a pesquisa, que se alinha ao viés qualitativo-interpretativo, de cunho etnográfico e de natureza aplicada, apresenta uma amostra composta por cinco produções textuais de alunos do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do município de Ananindeua no estado do Pará. Os cinco enunciados que compõem o <em>corpus</em> de análise foram desenvolvidos a partir de uma atividade diagnóstica que consistiu em uma sequência de atividades de leitura e escrita que contemplou a temática sobre o agravamento da fome no Brasil. As análises revelam que dois alunos conseguiram demonstrar um nível de produção valorada do discurso, consciência socioideológica e conhecimento sobre os aspectos do gênero discursivo poema-protesto bastante satisfatório. Por outro lado, os resultados apontam que três alunos apresentam poucos indícios de posicionamento axiológico na escrita, conhecimento insuficiente sobre o gênero e muitas dificuldades com relação ao uso da norma culta em sua modalidade escrita.</p> Márcia Cristina Greco Ohuschi, Lorena Brito de Castro Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21728 sáb, 30 dez 2023 00:00:00 -0300 LEITURA NO COTIDIANO DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21674 <p>Analisa a participação da família ou responsáveis no desenvolvimento da &nbsp;capacidade leitora de crianças com síndrome de Down, na faixa etária dos 5 aos 11 anos de idade. Essas crianças estão cursando do segundo ao quinto ano do ensino fundamental. As pessoas com síndrome de Down possuem déficit cognitivo e, consequentemente, raciocínio mais lento. É esse posicionamento que nos faz reeditar a questão problema proposto por Souza, em 2017 - “A ausência de trabalhos sobre síndrome de Down que discutam as questões de letramento nos faz refletir: até que ponto se tem considerado a constituição da pessoa com síndrome de Down enquanto leitor?”. Mais especificamente, qual a participação da família ou responsáveis por essas crianças na formação delas como leitoras? Essa é a pergunta que trazemos para o contexto da cidade de Goiânia, para os usuários da biblioteca da Associação de Síndrome de Down. A pesquisa é exploratória, com abordagem qualitativa. Como instrumento de coleta de dados, utilizaram-se questionários enviados a seis mães e pais ou responsáveis pelas crianças que frequentam e/ou fazem atividades na Biblioteca AsDown. Os resultados revelam famílias que incentivam seus filhos no processo de aquisição da leitura desde bebê. Apesar das dificuldades presentes na aquisição da linguagem e a limitação cognitiva, os responsáveis acreditam que investir na leitura auxilia seus filhos na convivência em sociedade e na compreensão do mundo ao seu redor. Conclui-se que a criança com SD, na perspectiva de seus responsáveis, pode se constituir leitora a partir do seu entendimento, e da capacidade criativa de imaginar um enredo para determinadas imagens expressas nas páginas do livro.</p> Keyla Rosa de Faria, Mychelle Walleska Lisboa Lemes, Suely Henrique de Aquino Gomes Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21674 sáb, 30 dez 2023 00:00:00 -0300 Observatório de neologismos http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21621 <p>Este artigo tem como foco a análise de neologismos. A neologia é a designação de processos de criação lexical e o resultado dessa criação se denomina neologismo. Os neologismos se relacionam com a expansão do léxico conforme a necessidade e a criatividade dos falantes, além de dialogarem com as constantes transformações pelas quais as línguas passam. Para a realização da pesquisa, foram analisados possíveis neologismos encontrados no site da revista <em>Mundo Estranho</em>, retirados de publicações da seção Cultura. Por meio do critério lexicográfico, percebeu-se que dentre as 43 palavras selecionadas como possíveis neologismos, 32 o eram de fato. Além da predominância de estrangeirismos, parte dos vocábulos localizados foram formados por sufixos produtivos que possuem ocorrência no idioma, isto é, que contêm características morfológicas presentes na Língua Portuguesa.</p> Estella Maria Bortoncello Munhoz, Kleber Eckert Copyright (c) 2023 Afluente: Revista de Letras e Linguística http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 http://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/afluente/article/view/21621 dom, 17 set 2023 00:00:00 -0300